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04/04/21

Ataques por escorpiões têm aumento na região

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Foto: Roberto Kawasaki/Arquivo

Nos GVEs de Prudente e Venceslau, registros aumentaram 23,13% e 18%, respectivamente
REGIÃO - ROBERTO KAWASAKI de O Imparcial de Presidente Prudente
Os escorpiões são animais de hábito noturno. Porém, também podem ser encontrados durante o dia, escondidos em seus locais de descanso. Quando em contato com o corpo humano, seu veneno pode ser fatal se não procurada a ajuda imediata. Nos GVEs (Grupos de Vigilância Epidemiológica) de Presidente Prudente e Presidente Venceslau, eles lideram as ocorrências mais comuns de acidentes e óbitos causados por animais peçonhentos, conforme dados do CVE (Centro de Vigilância Epidemiológica) do Estado de São Paulo.
Os dados referentes ao ano de 2020 foram atualizados em 6 de janeiro deste ano. De acordo com o levantamento, em 2019 o GVE de Prudente registrou 977 ocorrências e, em 2020, o número subiu para 1.203 (+23,13%). No mesmo período, no GVE de Venceslau, os casos aumentaram de 1.438 acidentes, sendo duas mortes, para 1.703 (+18%).
O crescimento “considerável” já era esperado para a região do extremo oeste do Estado, assim como ocorre em todos os anos, segundo afirma o veterinário e assessor técnico de saúde pública do CVE, Luciano Eloy.
“Não conseguimos definir exatamente o porquê desse aumento tão acentuado”, expõe. “O escorpião é um animal que se adapta ao meio urbano, tem abrigo, que são os locais úmidos, alimento em abundância [baratas], altas temperaturas”, explica Eloy - ambiente que possibilita manter-se vivo e se reproduzir. A explicação pode estar no acúmulo de lixo, que, segundo Luciano, ainda é um cenário comum em alguns municípios.
“Se tem um ambiente muito propício para que se mantenha, então, vai aumentando. Especulamos que se continuarem as condições, não haverá previsão de diminuição [de ataques]”.
Para evitar aparições de escorpiões, o importante é manter o ambiente limpo, sem acúmulo de lixo doméstico, folha seca, mato, material de construção ou entulho. Ainda, é ideal vedar entradas de portas, janela, frestas, buracos, assoalhos, vão entre forro e a parede, além de fechar ralos da residência. De acordo com o representante do CVE, alguns hábitos do cidadão podem evitar as picadas, como, por exemplo, ter cuidado quando for colocar roupas e calçados, deixar a cama afastada da parede, evitar de encostar lençóis no chão, entre outros. “Isso feito, é uma base muito boa para diminuir consideravelmente as chances de acidentes”, afirma.
Socorro tem que ser rápido
Luciano lembra que tanto no Brasil, quanto no Estado de São Paulo, crianças de até 10 anos são consideradas do grupo de risco quando picadas por escorpiões, ou seja, mais propensas à morte. “Se for nessa faixa etária, a orientação é levar para um ponto estratégico onde tenha o soro antiescorpiônico. Mas, caso seja acima de 10 anos ou num adulto, levar para pronto-atendimento mais próximo, mas tem que correr!”, pontua.
Logo após a picada, é necessário limpar a área do ferimento somente com água e sabão e aplicar compressa morna. O gelo não é indicado, uma vez que piora a dor. “E, se possível, matar o escorpião com uma chinelada e levar junto [ao pronto-atendimento]. Porém, o mais importante é não perder tempo”, considera o veterinário.
Ataques por escorpião na região
GVE PRUDENTE
2019 = 977 ocorrências com 0 mortes
2020 = 1.203 ocorrências com 0 mortes
Resultado = Aumento de 23,13% nos acidentes com escorpiões
GVE VENCESLAU
2019 = 1.438 acidentes com 2 mortes
2020 = 1.703 acidentes com 0 mortes
Resultado = Aumento de 18% nos acidentes com esses animais
Fonte: Centro de Vigilância Epidemiológica

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