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25/04/21

Estudantes tiram nota acima de 900 em redação no Enem

Ana Beatriz pontuou 980; Camily Christine, 920, e Allana Patricia, 900; elas se valeram do esforço próprio, muito estudo, incentivo dos professores, família e a possibilidade de acesso à internet

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Foto: Cedida

REGIÃO - OSLAINE SILVA de O Imparcial de Presidente Prudente
Todos os anos, o principal comentário do Enem (Exame Nacional de Ensino Médio) acaba sendo sempre a nota da redação. E a reportagem de O Imparcial conseguiu encontrar três estudantes da região que fizeram bonito e dominaram o assunto na edição 2020 que teve os resultados divulgados pelo Ministério da Educação no final de março. Todas tiraram nota acima de 900. Uma delas é a jovem Ana Beatriz Santos Diniz, 17 anos, moradora de Martinópolis, então aluna do 3º ano da Escola Estadual João Gomes Martins Coronel, que sonha se tornar uma psicóloga. Segundo a garota, em sua opinião, diversos fatores podem justificar a sua pontuação 980, sendo o principal deles o seu esforço, somado ao incentivo dos professores, de sua família e o privilégio de ter acesso a internet e plataformas de estudo online.
“Na hora de escrever o texto me atentei às cinco competências exigidas pelo Enem, estudei cada uma delas e analisei se todas estavam presentes na estrutura da minha redação. O conselho que eu dou aos estudantes que farão a redação em futuras edições é que não desistam! Procurem canais com aulas online gratuitas e treinem muito, no final todo o esforço vai valer a pena. Acredite”, aconselha a menina nota 980.

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Prestando o Enem pela segunda vez, Camily Christine da Silva Souza, 17 anos, conta que estudou muito durante todo o ano de 2020 para conseguir os 920 pontos conquistados em sua redação. E seus professores tinham observações muito positivas, porém no momento da prova ela diz que é inevitável a insegurança sobre aquilo que estão escrevendo, então em partes foi sim uma surpresa muito feliz ter sido capaz de colocar em prática o aprendizado do ano e se sair bem!
TEMA PLAUSÍVEL
“O tema ‘O estigma associado às doenças mentais na Sociedade Brasileira’, seguiu o padrão de temáticas das redações do Exame, que sempre coloca assuntos que estão em alta na sociedade. Na minha opinião foi um plausível e com inúmeras possibilidades argumentativas. No primeiro dia de provas que é quando escrevemos nossa redação, a juventude brasileira que estava presente conseguiu parar por alguns minutos e refletir sobre a saúde mental e maneiras de solucionar problemas relacionados ao preconceito com doenças psíquicas em nosso país, e creio que foi muito importante”, explanou sobre o tema abordado a jovem Camily que em 2019 fez a prova pela primeira vez como treineira.
A menina que diz que durante sua vida sempre foi muito curiosa e já se interessei por diversas profissões, como ser uma atriz, bailarina, advogada, designer e publicitária, nos últimos tempos acredita que descobriu sua verdadeira paixão: a área da saúde.
“Se tudo correr bem tentarei Medicina! Sigo estudando, pois também me inscrevi em outros vestibulares que foram adiados como da Unesp [Universidade Estadual Paulista], todavia estudo em um ritmo mais tranquilo e sempre tiro momentos para descansar! Um conselho que dou a quem pretende realizar a prova de próximas edições é : treinar redação semanalmente, corrigir os erros cometidos em cada uma delas e que se possível fique antenado em notícias nacionais e internacionais, pois isso enriquece muito o repertório para a escrita da redação!”, aconselha a futura médica Camily!
UMA BOA SURPRESA

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Para Allana Patricia da Silva, 18 anos, de Floresta do Sul, aluna do 3º ano da Escola Celestina de Campos Toledo Teixeira, conseguir 900 pontos em redação foi uma grande surpresa! “Primeiro porque foi o primeiro Enem que eu fiz, então não criei muitas expectativas. E por ter sido um ano atípico e praticamente sem aulas presenciais, além de estarmos no meio de uma pandemia, então eu mesma não me cobrei tanto priorizando a minha saúde mental”, explica a jovem.
Ela então salienta que o tema contribuiu para a boa nota, que a deixou segura ao escrever sobre o mesmo pelo fato de ser um assunto pertinente hoje e por isso conseguiu desenvolver bem, mesmo estando nervosa. “Mas confesso que na hora a palavra ‘estigmas’ até que assustou um pouco, porém os textos de apoio ajudaram bastante. E comparando com anos anteriores, esse tema foi o mais coerente com o atual cenário social”, acentuou a também futura psicóloga. “Acredito ser uma área importante e foi onde eu me encontrei”, diz ela.

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