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08/04/21

Médicos comentam sobre medicações e interesses farmacêuticos durante a crise da Covid-19

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Pandemia movimenta impactos financeiros na indústria farmacêutica
A indústria farmacêutica cresceu 12,13% em 2020 no Brasil, chegando ao faturamento de R$ 126 bilhões no ano, contra um aumento de 9,25% em 2019. Os dados foram divulgados pelo Sindicato dos Químicos de São Paulo, baseados em uma pesquisa do Diesse.
Os números e outras análises do setor geram debates médicos. O neurocirurgião Paulo Porto de Melo, especialista em Medicina de Urgência e em Clínica Médica, afirmou que existem interesses financeiros e lobby no setor.
“O negócio farmacêutico no Brasil, por exemplo, é um negócio de bilhões de reais. Vai interessar para uma indústria que fabrica a vacina que se mostre que existe um tratamento eficaz preventivo e que talvez diminua a pressão pela necessidade de adquirir vacinas a alto preço a qualquer custo? Eu acho que não.”
Para a médica Mariana Gonzaga, professora da Faculdade de Farmácia da UFMG, é preciso analisar de forma crítica o movimento de incentivo ao uso de determinados medicamentos.
“Uma vez em que nós nos encontramos em um momento em que temos ensaios clínicos randomizados para todos esses medicamentos testados, que infelizmente tiveram insucesso, nós já começamos a ter uma prática de prescrição e uso desses medicamentos fora da racionalidade.”
O varejo farmacêutico também teve crescimento. Estatísticas demonstradas pela Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias mostram um aumento no faturamento de 15,6% em 2020.
Reportagem, Alan Rios

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