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05/04/21

Colapso de sistema de saúde alcançando municípios era alertado em 2020

Pode ser uma imagem de céu

Notas técnicas da Fiocruz, por exemplo, já deixavam claro que medidas adotadas apenas parcialmente, poderiam causar a pressão sob o sistema de saúde vista hoje
O primeiro trimestre de 2021 marca a pior fase da pandemia no Brasil. Porém, desde o fim de 2020 havia alertas técnicos sobre a sincronização da epidemia em diversas regiões, afetando mais do que apenas as grandes metrópoles, com maior circulação de pessoas.
Pesquisas e avaliações da Fiocruz, por exemplo, já deixavam claro que medidas adotadas apenas parcialmente, prefeituras abrindo comércios e ausência de medidas coordenadas poderiam causar a pressão sob o sistema de saúde vista hoje. É o que comenta Carlos Machado, pesquisador em Saúde Pública da fundação.
“De lá para cá, o que a gente assistiu foram medidas parcialmente adotadas ou medidas adotadas gerando confusão. Em Manaus, no meio da crise, quando são adotadas medidas rigorosas, houve manifestação contra o fechamento das atividades. Não é preciso dizer o que aconteceu depois.”
a visão do presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Willames Freire, a falta de imunizantes em larga escala foi fundamental para a crise.
“Primeiro foi isso, a alta transmissibilidade dessa segunda onda do vírus. Nós nos preparamos, mas não estávamos preparados o suficiente para enfrentar. Depois, o ritmo lento de vacinação da população.”
O último boletim da Fiocruz recomenda medidas urgentes de contenção para evitar o agravamento do colapso do sistema de saúde.

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