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27/05/21

Capacetes de respiração são utilizados para tratamento de pacientes com Covid-19 no Hospital Regional em Presidente Prudente

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Foto: AI/HRPP

Aparelho tem o objetivo de auxiliar o processo respiratório, ofertando uma quantidade maior de oxigênio aos doentes e, assim, evitar a intubação em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).
Por G1 Presidente Prudente
O Hospital Regional de Presidente Prudente (HR) iniciou nesta semana uma nova opção de tratamento respiratório em pacientes internados na enfermaria Covid da unidade. Trata-se de um capacete de respiração assistida, chamado de Elmo.
Esse aparelho tem o objetivo de auxiliar o processo respiratório, ofertando uma quantidade maior de oxigênio, para que os pacientes com insuficiência respiratória moderada e grave, causada por lesões pulmonares derivadas da Covid-19, possam se recuperar e, assim, evitar a intubação em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).
Segundo o supervisor de fisioterapia da unidade, James Falconi Belchior, trata-se de um método bastante promissor e que já se mostra importante no tratamento contra a Covid-19.
“O Elmo busca aumentar os níveis de oxigenação arterial, evitando assim intubações e internações em UTIs. Alguns estudos mostram que com a utilização do capacete de respiração assistida podemos reduzir em até 60% a necessidade de intubação e utilização de ventilação mecânica invasiva e isso é muito bom”, explicou Belchior.
O fisioterapeuta ainda pontuou que o Elmo já vem mostrando que será muito importante no tratamento desses pacientes.
“Logo que nossa equipe de fisioterapia foi treinada e toda a equipe multiprofissional orientada sobre o uso correto do Elmo, já o colocamos em uso. Nos primeiros atendimentos que fizemos com o equipamento, ele se mostrou muito eficaz e promissor e vem ampliar o aparato de enfrentamento da pandemia em nosso hospital”, afirmou o supervisor.
Como funciona o Elmo?
Esse dispositivo é feito de silicone e PVC e tem por objetivo oferecer oxigênio em alto fluxo para o paciente. Durante sua utilização, ele envolve toda a cabeça do paciente e sua base veda a passagem de ar.
Uma vez com o capacete, é ofertado oxigênio e ar comprimido, gerando uma pressão positivo que ajuda os pacientes com dificuldades respiratórias.
“Estudos apontam que pode evitar a intubação em até 60% dos casos. Esse é um número promissor e esperamos alcançá-lo em nosso hospital”, concluiu Belchior.
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