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27/05/21

Tesouro vê dívida pública menor e mais longa em plano de financiamento para 2021

 Por Isabel Versiani




Reuters/Bruno Domingos

BRASÍLIA (Reuters) - O Tesouro Nacional anunciou nesta quarta-feira uma alteração nos limites de referência do seu Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2021, ressaltando que os novos parâmetros refletem um cenário mais benigno para os indicadores da dívida pública frente ao que se esperava em janeiro, quando o primeiro planejamento foi divulgado.

"O estoque da DPF tende a ficar menor, sobretudo devido à expectativa de menores colocações de títulos prefixados, em particular aqueles com prazos mais reduzidos", disse o Tesouro em nota. "Esse ajuste na estratégia de financiamento se traduz em uma composição com maior participação de títulos remunerados por taxas de juros flutuantes e dos remunerados por índices de preços, em detrimento dos prefixados."

O Tesouro prevê agora que a dívida pública federal chegue ao final deste ano entre 5,5 trilhões de reais e 5,8 trilhões de reais. Em janeiro, esses limites eram de 5,6-5,9 trilhões de reais.

A participação dos prefixados no final do ano caiu de 38%-42% para 31%-35%. Já a dos títulos atrelados à taxa Selic aumentou de 28%-32% para 33%-37%.

Essas mudanças geraram uma redução da parcela da dívida vincenda em 12 meses no final do ano para 22%-27%, de 24%-29%. Já o prazo médio aumentou para 3,4 anos-3,8 anos, de 3,2 anos-3,6 anos.

"Os novos limites significam menor risco de refinanciamento para a dívida, uma vez que haverá menor concentração de dívida de curto prazo", disse o Tesouro, ressaltando que a mudança de expectativas é importante após a redução do prazo da dívida verificada no ano passado com a emissão de títulos para enfrentamento dos efeitos econômicos e sociais da pandemia.

Por Isabel Versiani

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