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27/06/21

Psicopata: o retrato da maldade

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Por Jô Alvim, Psicóloga
foto: G1
Infelizmente muitos crimes são praticados diariamente no mundo todo. Alguns por motivos banais, mas que nos assustam. Contudo, nenhum dos crimes nos deixa tão perplexos quanto aqueles realizados com requintes sádicos como tortura, mutilação, estupro e até esquartejamento. A comoção social que provoca este tipo de crime vem acompanhada da seguinte pergunta: o que leva uma pessoa a cometer esta monstruosidade? Trata-se de um psicopata?
Não é tão simples chegar a um diagnóstico de psicopatia. É necessário adoção de vários métodos de investigação e muita habilidade profissional. Mas há alguns sinais que possibilitam a identificação como frieza, impulsividade, insensibilidade, amoralidade, falta de empatia e de adaptação social.
Independente da nomenclatura – psicopata, sociopata, transtorno de personalidade antissocial- são indivíduos perigosos à sociedade, pois além de não respeitam as leis e normas sociais, não tem sentimento de culpa ou compaixão pelo sofrimento alheio. Frios, calculistas, inteligentes e manipuladores, usam a mentira, praticada de forma envolvente e com jogos cênicos, sempre com o intuito de alcançar seus objetivos. O outro, para eles, é apenas um objeto de manobra, sem valor.
Mas o que acontece em suas mentes para terem este tipo de reação? A resposta é ampla, pois necessita de um aprofundamento sobre o assunto. As origens do transtorno são multifatoriais e incluem a predisposição genética, a negligência de cuidados por parte dos pais, o histórico de abuso sexual, para citar algumas. É preciso, portanto, um diagnóstico criterioso.
Os psicopatas nem sempre se mostram ameaçadores. Por isso, é preciso estar atento com quem convivemos a nossa volta já que eles podem estar presentes em qualquer ambiente, inclusive no meio corporativo. Numa sociedade materialista, marcada pelo individualismo e, em muitos casos, pela falta de ética, o reconhecimento de um indivíduo portador deste transtorno leva tempo já que se comportam como pessoas comuns.
Créditos: Joselene Alvim- psicóloga

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