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17/06/21

 É #FAKE que corpos de vacinados contra Covid podem ser detectados ou conectados por bluetooth


Pode ser uma imagem de uma ou mais pessoas e texto que diz "FAKE"

Reprodução
Especialistas alegam que afirmação é completamente falsa e não tem amparo técnico. Corpos não emitem sinais de rádio como os utilizados por dispositivos eletrônicos.
Por Roney Domingos, G1
Circula pelas redes sociais um vídeo em que um homem diz que os corpos das pessoas que receberam a vacina contra a Covid-19 são capazes de receber e emitir comunicação via wi-fi e bluetooth. É #FAKE.
O homem diz: "As pessoas que receberam a segunda picada estão se conectando à rede de wi-fi e reconhecendo bluetooth. É algo para sair monitorando". Ele afirma ainda que, se a pessoa fizer o teste e procurar dispositivos próximos, vai encontrar opções com códigos estranhos, o que indica que as pessoas vacinadas foram "marcadas".
Doutor em microeletrônica pelo Instituto Nacional Politécnico de Grenoble, na França, com mestrado em comunicações e telecomunicações, o professor da Universidade de Brasília José Camargo Costa afirma que a alegação é absurda. "Uma pessoa que toma uma vacina não vira um equipamento de telefonia celular. A comunicação via bluetooth precisa de um equipamento porque nosso organismo não gera os sinais do bluetooth nem os sinais de wi-fi, nenhum sinal desses de comunicação. Nós não somos geradores de sinais bluetooth nem de wi-fi nem de nenhum sinal de rádio utilizado", afirma.
"Não tem como. Os aparelhos de rádio, celular, televisão, comunicação sem fio, tudo isso funciona com ondas de rádio. A gente não produz onda de rádio. Não existe um equipamento de telecomunicação sem fio que não tenha um rádio. Eu posso fazer comunicação com luz, como com o controle remoto da televisão, radiação eletromagnética, só que com uma frequência muito alta, mas é onda de rádio. A gente não produz onda de rádio no organismo humano. Ninguém vira uma estação de rádio tomando vacina."
A presidente da Sociedade Brasileira de Microeletrônica, Linnyer Beatrys Ruiz Aylon, afirma que "não existe qualquer possibilidade de uma pessoa que tome uma vacina contra Covid de qualquer fabricante estabeleça conexões bluetooth, wi-fi ou qualquer tecnologia. Isso é mentira". "Não existem chips líquidos dissolvidos nas vacinas. As vacinas contra a Covid-19 são seguras. Quando chegar a sua vez, vacine-se", diz.
Mensagens com esse teor circulam em vários países e idiomas e foram checadas (e desmentidas) por diversas agências de verificação.
Qualquer pessoa pode editar em seu dispositivo eletrônico o nome do wi-fi ou do bluetooth do aparelho e colocar nele o nome de uma vacina qualquer seguida de códigos imaginários. Então, uma outra pessoa que detecte um endereço que remete à vacina no ambiente não deve imaginar que esse sinal vem de um corpo humano, e sim de um outro dispositivo eletrônico, como celular, tablet ou TV.
Teorias conspiratórias buscam misturar tecnologia e vacinas para dar suporte às alegações fantasiosas, mas acabam sendo sempre desmascaradas por técnicos que entendem do assunto.
O Fato ou Fake já checou e provou que são falsas mensagens que alegam que vacinas têm ímãs, por exemplo. Também já mostrou que as vacinas não contêm chip líquido e inteligência artificial para controle populacional. São recorrentes e igualmente falsas mensagens que dizem que Bill Gates financia uma vacina não líquida contra a Covid-19 que instala chip nas pessoas e que as redes 5G disseminam o novo coronavírus.
VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE
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