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10/06/21

Precisaremos de reforço da vacina contra a covid?

Foto: Divulgação/Governo do Estado de São Paulo

À medida que os Estados Unidos ficam mais próximo da meta estabelecida por Joe Biden de ter 70% da população vacinada, muitas pessoas começam a se perguntar por quanto tempo vai durar a proteção.

No momento cientistas vêm levantando muitas perguntas sobre vacinação de reforço contra a covid-19, mas sem muitas respostas. O National Institutes of Health (NIH) anunciou recentemente ter iniciado um novo ensaio clínico com pessoas totalmente vacinadas - com qualquer das vacinas autorizadas - para ver se um reforço da vacina da Moderna aumentará os seus anticorpos e prolongará a sua proteção, impedindo a infecção pelo vírus.

Embora muitos cientistas avaliem que as vacinas da Pfizer-BioNTech, Moderna e Johnson & Johnson, autorizadas nos Estados Unidos, durarão por pelo menos um ano, ninguém tem certeza. E não se sabe também se as variantes do coronavírus que vêm surgindo mudarão nossas necessidades de vacinação.

“Estamos em território desconhecido em termos de reforços”, afirmou o Dr. Edward Belongia, médico e pesquisador de saúde pública no Marshfield Clinic Research Institute em Marshfield, Wisconsin.

Como as vacinas contra a covid-19, comparando uma com a outra, agem em termos de proteção?

A resposta breve é que ainda não sabemos com certeza, uma vez que as pessoas começaram a ser vacinadas em grande número há apenas alguns meses, “mesmo nesses ensaios, não sabemos qual será a resposta imune dentro de um ano”, disse a Dra. Kirsten Lyke, especialista em vacinas na faculdade de medicina da Universidade de Maryland e líder do ensaio no NIH.

Mas os primeiros indícios são encorajadores. Pesquisadores vêm analisando sangues de voluntários em ensaios e medindo seus níveis de anticorpos e células imunes que atacam o coronavírus. Os níveis estão em queda, mas gradativamente. É possível que com o declínio lento, a proteção da vacina continue forte durante um longo tempo. As pessoas que foram infectadas e depois vacinadas podem até desfrutar de uma proteção mais durável.

“Acho que existe uma possibilidade real de a imunidade durar por anos contra a cepa original”, disse Belongia. Se essa possibilidade ocorrer, os reforços de vacinas contra a covid-19 podem não ser necessários durante anos. Mas é um grande “se”.

Algumas vacinas durarão por mais tempo do que outras?

Possivelmente. Cientistas já verificaram que vacinas que usam tecnologias diferentes variam em termos de eficácia. As vacinas mais fortes são as da Moderna e da Pfizer BioNTech, ambas baseadas em moléculas RNA. Vacinas baseadas em vírus inativado, como a da Sinopharm chinesa e da Bharat Biotech, na Índia, são menos eficazes.

Não está totalmente clara a razão disto, disse Scott Hensley, imunologista da universidade da Pensilvânia. Vacinas RNA são relativamente novas, que modo que a imunidade que geram não foi ainda totalmente estudada. Em sua própria pesquisa em cobaias que receberam diferentes tipos de vacina - algumas com RNA e outras a partir de vírus inativado - Henley viu uma diferente similar. O nível de anticorpos produzidos por duas vacinas diferentes “é demasiadamente diferente”, disse ele.

É possível que a proteção conferida por vacinas menos eficazes desapareça mais rapidamente. A vacina da Sinopharm já vem mostrando alguns sinais desse declínio. Ensaios clínicos indicaram que ela tem uma eficácia de 78%. Mas os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein já vêm oferecendo vacinas de reforço para as pessoas que receberam o inoculante da Sinopharm para aumentar a imunidade em declínio.

Quando saberemos que nossa vacina está perdendo sua eficácia?

Cientistas vêm buscando marcadores biológicos que podem revelar quando a proteção já não é mais suficiente para resistir ao coronavírus. É possível que um determinado nível de anticorpos sinalize o limite máximo de proteção: se o seu sangue medir acima desse nível você está em boa forma, mas se estiver abaixo você corre um risco maior de infecção.

 

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