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19/07/21

 

Curiosidades olímpicas: Tarzã medalhista, tiro ao pombo e 'doping' por álcool

Por: Fernando Moreira 
O Tarzã Johnny Weissmuller e o '171' Fred Lorz
O Tarzã Johnny Weissmuller e o '171' Fred Lorz Foto: Reprodução e Wikimedia Commons
Foto: Reprodução

A poucos dias do início das Olimpíadas de Tóquio (Japão), o blog faz uma lista de algumas das história mais curiosas da história dos Jogos, iniciados em 776 antes de Cristo, na Grécia e retomados na Era Moderna em Atenas, em 1896.

Tarzã de ouro

Ele estufava o peito e gritava, segurando o cipó, para os animais da floresta. Além de fazer sucesso como Tarzã em 12 filmes, o americano Johnny Weissmuller também brilhou na natação nas Olimpíadas de 1920, em Antuérpia (Bélgica). Ele levou para casa cinco medalhas de ouro.

Johnny Weissmuller como Tarzã no cinema
Foto: Reprodução

Johnny Weissmuller como Tarzã no cinema Foto: Reprodução

Brilhando no verão e no inverno

Apenas quatro atletas ganharam medalhas tanto nos Jogos Olímpicos de Verão quanto nos de Inverno. E somente Christa Rothenburger-Ludinger, da então Alemanha Oriental, ganhou medalhas nos dois eventos olímpicos no mesmo ano! Aconteceu em 1988, em Calgary (Canadá), ouro e prata na patinação de velocidade, e em Seul (Coreia do Sul), no ciclismo de pista, com prata. Atualmente, os Jogos de Inverno e Verão são disputados em anos diferentes.

Medalha acidental

Em 1900, Margaret Abbott se tornou a primeira americana medalhista de ouro em Olimpíadas. A golfista estava visitando Paris e decidiu participar de uma competição. Venceu. Mas só descobriu que havia participado dos Jogos Olímpicos ao retornar para casa. Ela pensava que tivesse participado de um torneio internacional, pois não havia qualquer identficação olímpica.

Anúncio da vitória de Margaret Abbott em 1900, em Paris

Foto: Reprodução
Anúncio da vitória de Margaret Abbott em 1900, em Paris Foto: Reprodução

'Medalhas da Amizade'

Durante os Jogos de 1936, em Berlim (Alemanha), dois atletas do salto com vara japoneses ficaram empatados em segundo lugar. Devido à falta de luz natural, o desempate da prova foi adiado. No dia seguinte, eles recusarm a disputa, e a delegação do Japão decidiu que Shuhei Nishida ficaria com a medalha de prata e o outro, Sueo Oe, com a de bronze. Chegando ao Japão, o atleta que ficou em 2º lugar decidiu parti-las ao meio e fundir as metades diferentes de modo que cada atleta ficasse com meia-prata e meio-bronze. Elas são conhecidas até hoje como "as Medalhas da Amizade" e símbolo do espírito olímpico. Naquela época, é bom dizer, a vida dos saltadores não era tão "fácil" como hoje em dia: após o salto, eles caíam em uma caixa de areia, e não em colchão confortável.

Saltadores japoneses fundiram prata com bronze

Foto: Reprodução
Saltadores japoneses fundiram prata com bronze Foto: Reprodução

Saltadores japoneses fundiram prata com bronze

Foto: Reprodução
Saltadores japoneses fundiram prata com bronze Foto: Reprodução

Tiro ao pombo (vivo)

Em Tóquio, esportes farão sua estreia olímpica, como surfe e skate, com boas chances de medalha para o Brasil. Mas, com o passar dos anos, muitos esportes saíram de circulação no Jogos. Alguns deles, bem pitorescos, como cabo de guerra, balão de ar quente, duelo de pistola, natação com obstáculos, mergulho a distância e até tiro ao pombo vivo, que figurou apenas na edição de 1900, em Paris (França).

Louros só para o campeão

A primeira edição olímpica da História, ocorrida na Grécia, em 776 antes de Cristo, teve apenas uma prova, a corrida, vencida por Koroibos, cozinheiro e cidadão de Élis. Nas edições seguintes, outros esportes foram acrescidos ao programa: modalidades de corrida, provas atléticas, lutas, pentatlo e provas hípicas. Uma diferença marcante para os tempos modernos: apenas o vencedor era premiada e ficava com os louros. Segundo e terceiro lugares não tinham qualquer importância, dando força à máxima que o segundo colocado é o primeiro dos perdedores. Uma das competições mais curiosas era a corrida com armas, na qual os atletas levavam o capacete e o escudo durante toda a prova. Para evitar a fraude, os escudos eram guardados no Templo de Zeus, de modo a evitar que algum competidor corresse com um escudo que fosse mais leve. Vale desgtacar também o pancrácio, a mais violenta das modalidades de luta, comparável ao moderno MMA. Só que com muito menos regras e mais sangue.

Os Jogos Olímpicos remontam a 776 AC

Foto: Reprodução
Os Jogos Olímpicos remontam a 776 AC Foto: Reprodução

Prata para o vencedor

Nos primeiros Jogos modernos, o primeiro colocado nas competições recebia uma medalha de prata e uma coroa de ramo de oliveira, uma referência aos jogos da Grécia Antiga. O segundo lugar recebia uma medalha de bronze e o terceiro lugar não recebia nada.

'Doping' por álcool

Nos Jogos de 1968, na Cidade do México, o pentatleta sueco Hans-Gunnar Liljenwall foi eliminado após apresentar resultado positivo para... álcool! O consumo era proibido à época. Foi a primeira suspensão por "doping" na história olímpica. Hoje em dia, eliminação por consumo de álcool só ocorre se a concentração for maior que 0,1 g/l e mesmo assim apenas em para esportes em que a embriaguez pode ser perigosa, como tiro com arco.

Hans-Gunnar Liljenwall
Foto: Reprodução

Hans-Gunnar Liljenwall Foto: Reprodução

Cara de pau

Maratonas, volta e meia, reservam surpresas fora do roteiro esportivo. Como foi o caso do ex-padre irlandês Cornelius Horan, que agarrou o brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima na parte final da prova em Atenas, 2004. Mas nada se compara ao que aconteceu com Fred Lorz no Jogos de 1904, em Saint Louis (EUA). O maratonista americano foi desclassificado por pegar carona de carro e desembarcar faltando seis quilômetros para a linha de chegada da prova de 42,5 quilômetros, que acabou vencendo. Cara de pau digno de medalha de lata!

Lorz chegou a posar ao lado de Alice, filha do presidente americano Theodore Roosevelt, como campeão olímpico, mas acabou desmascarado. Exausto, no quilômetro 14, ele havia sido recolhido pelo técnico, que resolvera lhe dar uma carona até o estádio a fim de pegar as suas roupas. Quando o carro quebrou, Lorz decidiu que era justo voltar a correr.

O truque vem do século retrasado. A prova da maratona nos Jogos de Paris (1900) foi vencida pelo francês Michel Théato. Só que ele foi acusado pelos adversários de ter pego atalho pelo bosque, fora do traçado original, que não era sinalizado pelas ruas da cidade. Mais: o americano Richard Grant chegou a afirmar que o vencedor passou por ele utilizando uma bicicleta durante o percurso.

Fred Lorz: '171' em 1904
Foto: Reprodução/Wikimedia Commons
Fred Lorz: '171' em 1904 Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

Duas guerras nada olímpicas

O holandês Charles Pahud de Mortanges se tornou o maior medalhista da história do concurso completo de equitação (CCE), que reúne três modalidades do hipismo (adestramento, saltos e cross country), levando quatro ouros e uma prata entre 1924 e 1932. Mas ele se destacou também por outras batalhas: militar de formação, o cavaleiro participou da Primeira e da Segunda Guerra Mundial. Curiosamente, só nos Jogos de 1936, na Alemanha nazista (que via a ser sua inimiga de guerra), De Mortanges não subiu ao pódio.

Charles Pahud de Mortanges

Foto: Reprodução
Charles Pahud de Mortanges Foto: Reprodução

Luta de 11 horas

Em semifinal da luta greco-romana em 1912, em Estocolmo (Suécia), o combate entre o russo Martin Klein e o finlandês Alfred Asikainen teve nada menos que 11 horas de duração! Klein venceu, mas não conseguiu competir na final por estar exausto. Compreeensível.

Paraquedas pela glória

O lendário Muhammad Ali tinha pavor de voar. Ao embarcar para Roma, em 1960, o boxeador americano levou a bordo um paraquedas. Imponente nos ringues, ganhou o ouro, colocando medo nos adversários.

Descalço

O corredor etíope Abebe Bikila foi o primeiro atleta negro a ganhar a medalha de ouro na maratona. O feito se deu nos Jogos de 1960, em Roma (Itália). Com um detalhe: Bikila correu descalço! Ele foi o primeiro atleta negro a vencer a maratona olímpica.

Abebe Bikila correndo descalço
Foto: AFP
Abebe Bikila correndo descalço Foto: AFP

Ouro em literatura

A Olimpíada de 1912, em Estocolmo (Suécia) teve provavelmente as provas mais insólitas de todas. A competição de artes foi fundada pelo barão Pierre de Coubertin, que também foi o fundador dos Jogos modernos. Curiosamente, ele ganhou a medalha de ouro em literatura naquele ano.

fonte:https://extra.globo.com/


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