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04/08/21

Presídios de SP têm queda na taxa de contaminação por Covid-19

Pode ser uma imagem de 2 pessoas, pessoas em pé e área interna

Foto: SAP
Em agosto do ano passado havia 2.807 casos, enquanto em julho deste ano, somente 24 - redução de 99,15% em menos de um ano, conforme a SAP
REGIÃO - ROBERTO KAWASAKI de O Imparcial de Presidente Prudente
A taxa de contaminação por Covid-19 nos 178 presídios do Estado de São Paulo apresentou queda. De acordo com a SAP (Secretaria da Administração Penitenciária), em agosto do ano passado havia 2.807 casos, enquanto em julho deste ano, somente 24 – uma queda de 99,15% em menos de um ano. Ainda conforme o levantamento, a queda também foi significativa entre funcionários do sistema prisional: em abril deste ano, houve um pico de 615 casos, mas em menos de três meses o número caiu para 60.
Desde o começo da pandemia, a reportagem acompanha a situação das unidades prisionais, que foram consideradas uma “bomba-relógio” para um eventual surto de contaminação. Em matéria veiculada por O Imparcial em julho do ano passado, na região da Croeste (Coordenadoria de Unidades Prisionais da Região Oeste), o total de servidores contaminados era pouco mais que o dobro da quantidade de presos diagnosticados com a doença. Desde então, medidas de urgência foram tomadas, a exemplo da proibição das visitas presenciais, a fim de conter o avanço da doença.
Neste ano, as visitas ficaram suspensas entre março e julho, devido à decisão da Justiça. A liminar foi acatada por ação ingressada pelo Sindasp (Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária do Estado de São Paulo), a fim de preservar a saúde dos servidores diante da pandemia da Covid-19. No ano passado, também estiveram impedidas de serem realizadas no período que durou entre março e novembro. O retorno gradual e controlado dos encontros segue normas rígidas, e poderá ser novamente suspenso em determinada unidade, conforme o cenário da doença.
Restrições e vacinação
Segundo a Administração Penitenciária, a redução dos casos é reflexo das normas seguidas pela pasta, conforme as determinações do Centro de Contingência do Coronavírus. “[A pasta] suspendeu atividades coletivas, intensificou a limpeza de áreas, restringiu acesso às unidades e monitora grupos de risco”, afirma.
De acordo com a SAP, já foram entregues cerca de 9 milhões de máscaras para presos e funcionários, incluindo cerca de 1,2 milhão máscaras do tipo N95/PFF2 e similares. Além delas, foram entregues 4 milhões de luvas descartáveis, mais de 158 mil litros de álcool gel, 103 mil litros de sabonete líquido entre outros insumos.
Conforme a Administração Penitenciária, cerca de 30 mil profissionais da linha de frente nos presídios foram vacinados entre abril e maio deste ano; já o número de pessoas presas que foram vacinadas já passa de 69.116. “A imunização de custodiados avança conforme o PEI [Plano Estadual de Imunização]”, afirma a SAP.
Como a população privada de liberdade é mais jovem que a população em geral, a expectativa é que a vacinação avance a partir do mês de agosto, ao levar em consideração a ampliação das faixas etárias elegíveis para a vacinação pelo PEI.

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