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26/08/21

 

Governo irá estabelecer metas para redução do consumo de energia, mas adesão será voluntária

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque
O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque Foto: Pablo Jacob/02-09-2020
Manoel Ventura
Foto: Pablo Jacob/02-09-2020

O Ministério de Minas e Energia anunciou nesta quarta-feira que fará um programa com metas para redução do consumo de energia elétrica dos clientes residenciais e de pequenos comércios, que são atendidos pelas distribuidoras de energia elétrica. O programa não será obrigatório. Quem aderir, ganhará descontos nas contas de luz.

Embora tenha anunciado medidas para reduzir consumo de energia, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse que não haverá racionamento.

— Não trabalhamos com hipótese de racionamento — afirmou.

Os detalhes como a meta de redução do consumo não foram divulgados. Albuquerque afirmou que o programa irá começar a valer no dia 1º de setembro, mas os detalhes ainda serão informados. As medidas foram anunciadas por conta da pior seca na região das hidrelétricas em 91 anos.

O secretário de Energia Elétrica do MME, Christiano Vieira, disse que as metas de redução serão colocadas nas contas de luz.

— Está sendo estruturado o estabelecimento de metas de redução. Essa meta vai estar colocada na conta. O consumidor que voluntariamente atender a redução estipulada naquela meta vai ter dois benefícios. O primeiro é ter uma conta menor, porque reduziu o consumo. E o segundo benefício é uma premiação por ter reduzido o consumo conforme a meta, num momento em que o sistema está gastando muito recursos para atendê-lo — afirmou.

Para o secretário, até mesmo quem não aderir terá ganhos.

— Ganha o consumidor que reduziu e o que não reduziu também, porque o custo total do atendimento, na margem, é menor — disse.

O secretário afirmou que o programa pressupõe uma linha-base para identificar uma meta de redução de consumo.

— A partir dessa meta, haverá uma premiação para os consumidores que atingirem essa média (de redução). A ideia é premiar aqueles consumidores que tenham um esforço de reduzir a carga — afirmou.

O ministro de Minas e Energia afirmou que os meses de julho e agosto foram os piores períodos para o setor elétrico.

— Os meses de julho e agosto foram os piores meses da série histórica de monitoramento do setor, particularmente dos reservatórios do Sul e do SIN (Sistema Interligado Nacional) como um todo. Isso causa consequências para a gestão hidroenergética do nosso sistema — disse o ministro.

Albuquerque afirmou as previsões de chuva para as próximas semanas e até o fim do período seco também não são boas.

— As perspectivas para o futuro, em termos de precipitações, até o fim do período seco, não são boas. Permanecemos com perspectivas de menores precipitações até o fim do período seco, que é outubro — disse.

O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), disse que o orgão não está sendo pessimista nas previsões.

— Continuamos com uma situação bastante crítica. As perspectivas não são boas. Todos os cenários apresentam uma boa previsibilidade num horizonte de duas semanas, mas daí para frente a situação é bastante nebulosa — disse.

fonte:https://extra.globo.com/

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