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19/10/21

 

Desenho mais antigo de um fantasma é encontrado em cofre de museu britânico

Por: Fernando Moreira
Traçado mostra desenho de um espírito solitário sendo conduzido à felicidade eterna por um amante em uma tábua de argila da Babilônia
Traçado mostra desenho de um espírito solitário sendo conduzido à felicidade eterna por um amante em uma tábua de argila da Babilônia Foto: Divulgação/The British Museum
Foto: Divulgação/The British Museum

desenho mais antigo representando um fantasma foi encontrado em cofre no British Museum, em Londres (Inglaterra). Os contornos são tênues, apenas perceptíveis num ângulo específico.

A imagem retrata um espírito barbudo solitário sendo conduzido para a vida após a morte e eterna bem-aventurança por um amante. A cena está numa antiga placa de argila da Babilônia criada cerca de 3.500 anos atrás.

A arte é parte do guia de um exorcista para se livrar de fantasmas indesejados, abordando o mal-estar específico que os trouxe de volta ao mundo dos vivos (neste caso, um fantasma em necessidade desesperada de uma companheira). O espírito é mostrado caminhando com os braços estendidos, seus pulsos amarrados por uma corda presa pela mulher, enquanto um texto que acompanha detalha um ritual que iria despachá-los para o submundo, contou reportagem do "Guardian".

Irving Finkel, curador do departamento do Oriente Médio no British Museum, disse que o "objeto absolutamente espetacular da Antiguidade" foi esquecido até agora.

"É obviamente um fantasma masculino e ele está infeliz. Você pode imaginar um fantasma alto, magro e barbudo andando pela casa irritando as pessoas. A análise final foi que o que esse fantasma precisava era de um amante", disse ele.

"Algo que todo mundo sabia era que a maneira de se livrar do velho desgraçado era casá-lo. Não é fantasioso ler isso nele. É uma espécie de mensagem explícita. Há uma escrita de alta qualidade lá e um desenho imaculado. Que alguém pense que pode se livrar de um fantasma dando-lhe um companheiro de cama é bastante cômico", completou.

Como autoridade mundial em escrita cuneiforme, um sistema usado no antigo Oriente Médio, Finkel percebeu que a pequena tábua havia sido decifrada incorretamente anteriormente. O desenho foi perdido, pois o fantasma só ganha vida quando visto de cima e sob uma luz. Esquecida desde sua aquisição pelo museu no século XIX, a obra nunca foi exibida, o que agora deve ser feito.

fonte:https://extra.globo.com/

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