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20/10/21

Funcionários de penitenciária encontram droga sintética escondida dentro de exemplares da Bíblia enviados por parentes a presos em Pacaembu

Foto: SAP

Livros sagrados do cristianismo foram remetidos pela irmã e pelo pai de dois detentos.
Por g1 Presidente Prudente
Funcionários da Penitenciária “Ozias Lúcio dos Santos”, em Pacaembu (SP), encontraram pedaços de papeis que aparentemente continham a droga sintética conhecida como “K4” escondidos dentro de dois exemplares da Bíblia encaminhados em encomendas a presos que cumprem pena na unidade.
De acordo com as informações divulgadas pela Secretaria da Administração Penitenciária do Estado de São Paulo (SAP), os livros sagrados do cristianismo foram enviados pela irmã de um preso e pelo pai de outro detento.
A descoberta ocorreu durante o procedimento de praxe em que os agentes de segurança penitenciária revistam os objetos encaminhados aos presos.
Segundo a SAP, havia dentro de cada Bíblia um pedaço de papel aparentando conter a droga sintética. Trata-se de um tipo de entorpecente líquido que costuma ser borrifado em papéis.
Após o flagrante, foram instaurados Procedimentos Disciplinares a fim de apurar eventual cumplicidade por parte dos sentenciados destinatários das encomendas.
Ambos os presos foram isolados preventivamente em Pavilhão Disciplinar da penitenciária.
Além disso, ainda segundo a SAP, também foi autuado expediente avulso para a suspensão dos familiares, que remeteram os materiais ilícitos escondidos nos exemplares da Bíblia, do rol de visitas aos presos.
A K4, popularmente conhecida como maconha sintética, é formada por substâncias que simulam ou têm uma reação muito parecida com a do THC, que é o princípio ativo da droga, porém, muito mais potente.
Na forma líquida, ela é borrifada em pedaços de papel na tentativa de burlar a vigilância dos agentes penitenciários. Nas unidades prisionais da região de Presidente Prudente (SP), as apreensões desse entorpecente têm sido cada vez mais comuns.
De acordo com informações fornecidas pela Polícia Civil ao g1, a K4 em si não é uma droga, mas é um método de produção em que o entorpecente é manipulado para a forma líquida e, em sequência, a referida substância acaba impregnada em papel. A origem de sua constatação se iniciou com a maconha sintética e, atualmente, sua produção engloba todos os tipos de drogas.
A K4, conforme a Polícia Civil, é produzida nos grandes centros urbanos.
"Apesar de rotineiramente encontrada nas unidades prisionais, já que os visitantes tentam ingressar com tal substância no interior das penitenciárias, até o momento não foi descoberto nenhum laboratório clandestino de produção e distribuição desse tipo de droga na região de Presidente Prudente", informou a instituição ao g1.
A droga, no Oeste Paulista, é consumida especialmente por homens que estão reclusos em estabelecimentos prisionais.
Após ser impregnado com a droga, a Polícia Civil explicou que o papel é seccionado em pequenos segmentos, os quais têm sido comercializados, em média, por R$ 30 cada um.
"A K4 é fruto da manipulação e criação em laboratório de maconha sintética, até 100 vezes mais forte do que a maconha tradicional. Essa substância é dissolvida no meio líquido e impregnada em pedaços de papel", detalhou a polícia.

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