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06/11/21

Amor não correspondido

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Foto: Globo
Por Jô Alvim, Psicologa
Ao longo da vida uma pessoa pode se apaixonar diversas vezes. Em algumas destas histórias, o relacionamento pode não dar certo e ambos decidem colocar um ponto final. Ainda que o término tenha sido um processo difícil, é possível, com o tempo, restabelecer o equilíbrio emocional e tocar a vida.
No entanto, há relacionamentos em que um dos parceiros não consegue esquecer a pessoa amada. E mesmo que o outro tenha deixado claro que não há mais possibilidade de volta, há aqueles que têm dificuldade de se envolver com outra pessoa e, assim, iniciar uma nova vida afetiva.
O amor não correspondido é uma situação cujo resultado implica em sofrimento e solidão. O curioso é que, para algumas pessoas, tal escolha sempre se repete. Por quê?
Escolher alguém que não está nem aí para você é uma opção inconsciente. Os motivos são vários, mas podemos listar alguns como a baixa autoestima, a percepção negativa sobre si mesmo e o complexo de inferioridade.
Em casos assim, a pessoa atribui ao ser amado qualidades que gostaria de ter, mesmo conhecendo-o pouco, iniciando assim uma confusão pessoa-personagem. Há uma necessidade que este ser amado a reconheça e a valorize, pois ela mesma não se acha suficientemente atraente, interessante ou que possa ter qualquer outro atributo de valor.
Claro que é natural no inicio de um relacionamento haver uma idealização do parceiro, mas em um determinado momento é preciso conhecer o outro e deixar que ele se apresente como ele é.
Colocar-se no papel de vítima ou de sofredor dificulta ainda mais a ver que toda situação é fruto de uma escolha. Para sermos amados é preciso, inicialmente, sermos responsáveis pela própria satisfação e não depositar no outro a responsabilidade da felicidade.
Prestar atenção nas próprias necessidades e sentimentos é fundamental. Só então é possível aprender a amar respeitando, prioritariamente, a si mesmo. No entanto, isso não significa bastar-se e sim perceber quais são seus limites e, se necessário, pedir ajuda.
O caminho para superação passa pela observação das nossas experiências afetivas anteriores uma vez que somos contaminados por elas, repetindo comportamentos de forma inconsciente e, a partir daí, é preciso resgatar partes importantes do nosso modo de ser que foram abandonadas ao longo do tempo, como a autoconfiança e o amor próprio.
Um encontro a dois deve ser mútuo. Por isso é importante perceber como cada um entra em uma relação afetiva, quais as expectativas e desejos de ambos para que não insista num relacionamento sem reciprocidade ou que talvez nunca haja, exceto na cabeça de um dos parceiros.
Joselene L. Alvim- psicóloga

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