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05/11/21

 

Reino Unido é o 1º país a aprovar remédio em pílula contra a Covid

Agência britânica autoriza o uso do molnupiravir, da Merck, para infectados em estado leve ou moderado com comorbidade


Do R7


Molnupiravir vai ser usado no Reino Unido para tratamento de infectados com Covid-19
DIVULGAÇÃO/MERCK

A MHRA (Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde) do Reino Unido aprovou, na manhã desta quinta-feira (4), o uso do medicamento contra a Covid-19 molnupiravir em pacientes infectados em estado leve ou moderado e que tenham pelo menos um fator de risco para a doença evoluir para caso grave.  

No comunicado, a agência, que é a primeira no mundo a usar o fármaco, explicou: "O antiviral Lagevrio (molnupiravir) é seguro e eficaz na redução do risco de hospitalização e morte de pessoas com Covid-19 leve a moderada que apresentam risco aumentado de desenvolver doença grave", anunciou o governo britânico.

O medicamento, produzido pela farmacêutica Merck, é o primeiro antiviral que combate o Sars-CoV-2 de uso oral. O molnupiravir atua na replicação do vírus e impede que ele se multiplique. Dessa forma, os níveis do vírus no corpo se mantêm baixos, reduzindo, portanto, a gravidade da doença.

Estudos apresentados pela Merck mostram que a pílula é mais eficaz se tomada no estágio inicial da infecção. A MHRA indica o uso assim que o paciente apresentar o teste de Covid-19 positivo e dentro de cinco dias do início dos sintomas.

A FDA (agência reguladora dos Estados Unidos) e a EMA (agência de medicamentos europeia) estão em fase de análise do antiviral. 

No dia 27 de outubro, a farmacêutica anunciou um acordo com uma organização sem fins lucrativos para permitir a produção do molnupiravir por outros laboratórios sem a cobrança de royalties, valores pagos pelas patentes dos produtos, até que a pandemia seja controlada no mundo.

A negociação permitirá que 105 países de baixa e média renda que fazem parte da ONG apoiada pela ONU (Organização das Nações Unidas) tenham acesso ao antiviral com custos mais baixos. Além de evitar que apenas países ricos consigam comprar o fármaco e monopolizem seu uso. Situação similar à vivenciada com as compras das vacinas contra a Covid-19. 



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