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08/11/21

 

Apesar de ter bons atores, núcleo cômico de ‘Nos tempos do Imperador’ é marcado por piadas repetitivas e sem graça

Por: Zean Bravo 
Núcleo cômico da novela ‘Nos tempos do Imperador’
Núcleo cômico da novela ‘Nos tempos do Imperador’ Foto: Reprodução/Instagram
Foto: Reprodução/Instagram

Um dos méritos de “Nos tempos do Imperador” é que os personagens dos dois núcleos cômicos da novela estão integrados ao restante da história e se misturam com frequência aos tipos mais dramáticos, de longe os mais interessantes do folhetim. Mesmo assim, as cenas protagonizadas apenas pela família de Quinzinho (Augusto Madeira) ou pelo clã de Batista (Ernani Moraes) e Lota Pindaíba (Paula Cohen) parecem andar em círculos como os esquetes de programas de humor. A repetição e a necessidade de um alívio cômico fazem parte dos folhetins, eu sei. Em quase todas as novelas há um núcleo de personagens com histórias mais leves. O problema é a falta de graça na maior parte das situações (muitas delas constrangedoras) vividas por eles.


Quinzinho (Augusto Madeira) na inauguração do cassino Foto: Fabio Rocha/Rede Globo/Divulgação
Não é culpa dos atores. Talentosos, eles fazem o que podem e se jogam sem pudores nas trapalhadas e artimanhas vividas por seus personagens. Mas fica difícil defender um tipo que vive situações absurdas cuja única finalidade é arrancar risadas do telespectador.

Nos primeiros capítulos da novela, o sotaque carregado de Lota (a única da família que fala daquele jeito) me fazia torcer para que as cenas da mulher de Batista chegassem logo ao fim. Eu simplesmente não entendia o que ela falava. Apesar de a personagem não ter perdido o sotaque, esse problema foi corrigido. Atualmente, já é possível ouvir com mais clareza o que a baronesa diz. Mesmo assim, não consigo esboçar sequer uma risada quando a caipira surge na tela.

No núcleo do hotel cassino, a entrada de Maria Clara Gueiros, a arqueóloga Vitória, trouxe novas possibilidades ao enredo. O envolvimento mais amoroso da irmã postiça de Quinzinho com os filhos gêmeos dele, Prisca (Maria Carolina Basílio) e Hilário (Theo de Almeida), foi um acerto.

Mas ainda fica a questão: é mesmo necessária essa obrigação de fazer piada em quase todos os capítulos dentro de um melodrama?

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fonte:https://extra.globo.com/

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