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11/12/21

 

Emprego temporário de fim de ano é uma oportunidade de ser efetivado

Bárbara começou como vendedora Extra Natal numa loja de roupas em Copacabana e foi contratada há um ano
Bárbara começou como vendedora Extra Natal numa loja de roupas em Copacabana e foi contratada há um ano Foto: Arquivo Pessoal
Karina Fernandes /Foto: Arquivo Pessoal

No fim do ano e em datas comemorativas (como Páscoa e Black Friday), muitas empresas acabam contratando mão de obra extra para dar conta do aumento da demanda. Lojas, supermercados e hotéis são alguns dos que optam pelo empregado temporário nesse período. Mas quais são os direitos desse tipo de contratado? O que fazer para sair do temporário e ser efetivado? O EXTRA foi em busca de especialistas para falar sobre o assunto e traz exemplos de pessoas que se encaixam nesse perfil.

Segundo Bruno Mendes Lopes, advogado trabalhista e sócio do escritório Bosisio Advogados, o contrato temporário é contemplado pela Lei 6.019, de 1974, e pode ter no máximo 180 dias de duração, com prorrogação de mais 90. Ele, geralmente, cria uma relação triangular, na qual estão envolvidas as duas empresas (contratante e usuária dos serviços) e o empregado.

— É uma espécie de terceirização. O funcionário temporário tem os mesmos direitos daqueles contratados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Muda apenas que o primeiro tem prazo para terminar, e o outro é indefinido. Entre os benefícios dos quais os temporários têm direitos estão alimentação, transporte, atendimento médico, treinamento, FGTS, INSS, férias e 13º proporcionais. A intenção da Lei é que a pessoas deixe de ser temporária e passe a ser efetiva na empresa. Então, os candidatos vêem nisso uma grande oportunidade — detalha o especialista.

Lopes aponta, ainda, alguns detalhes sobre os quais os candidatos precisam estar atentos para evitar cair em furadas.

— Veja se você tem os mesmos direitos dos empregados fixos, pesquise sobre a saúde financeira da empresa que está contratando e leia atentamente o contrato. Uma coisa importante para se saber é que se a empresa contratante não cumprir com seus deveres, a empresa que usou a mão de obra responde judicialmente — finaliza.

Recém-contratado por uma grande rede de supermercados como atendente de mercearia, Gabriel Pereira, de 19 anos, comemora sua primeira experiência profissional e já torce para ser efetivado ao fim do contrato, no próximo dia 31.

— Está sendo uma experiência única, conviver com os profissionais, atender os clientes. Todos os funcionários me ajudam muito e estou aprendendo muita coisa. Agora, é torcer para dia 31 eu ser efetivado. Entre meus pontos fortes estão a determinação, disponibilidade e atenção ao cliente — conta Gabriel.

Veja dicas para ser efetivado

O sonho de todo funcionário que começa como temporário em uma empresa é conseguir ser efetivado. Mas o que é preciso para atingir esse objetivo? A psicologa, especialista em RH e Desenvolvimento Humano da Degoothi (Developing Good Things), Cláudia Marchi, o trabalhador temporário tem os mesmos compromissos que um funcionário fixo, como respeito aos horários, dedicação com relação à ética, integridade do processo e a tratativa com os clientes.

— O temporário não pode achar que, por ocupar essa função, tem que performar diferente de um efetivo. Pelo contrário, ele tem que se dedicar muito mais para que a vaga, lá na frente, passando todos os p]prazos legais, vire efetiva. Se o temporário demonstrar um excelente desempenho, ele vai ficar na mente do empregador e, no futuro, quando houver uma vaga, poderá ser lembrado e assumir — ensina.

Cláudia dá algumas dicas sobre o que as empresas buscam quando decidem contratar funcionários extras.

— Elas buscam nos temporários aquelas pessoas que estão ávidas por fazer a diferença em um time. Então, chegam com muita energia, muito compromisso, querem encantar e deixar uma marca registrada. Os contratados devem performar sendo exemplos, inspiradores, ultrapassando metas. O temporário tem que fazer o melhor, aprender novas competências, ter humildade para assumir quando não souber algo e passar pela experiência com orgulho. Essa é uma oportunidade singela para transformar a vaga em efetiva ou até mesmo conseguir indicações para outras vagas — conclui.

A vendedora Bárbara Santos, de 24 anos, foi contratada no ano passado como Extra Natal na loja de roupas femininas Lizie, em Copacabana e foi contratada.

— Nos três meses de contrato temporário, nunca consegui bater minhas cotas. Mesmo assim, a empresa viu potencial em mim, estendeu em mais um mês minha contratação e mostrei resultados. Desde então, venho batendo as metas. Acredito que, na época, a gerente percebeu pontos fortes em mim, como meu pós-venda, meu atendimento e achou que eu poderia crescer. Fiz um ano de empresa no dia 5 — orgulha-se.

Especialista em carreira e empreendedorismo, Welly Carvalho dá dicas para quem quer ser efetivado após um contrato temporário.

— Busque sempre destacar-se posivitivamente no que está fazendo, preste um atendimento de excelência e busque sempre surpreender, sem puxar saco, mas mostrando seu potencial. A taxa de contratação de temporários varia de acordo com a área, mas a média é de 30% dos temporários serem efetivados — calcula.

fonte:https://extra.globo.com/

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