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13/01/22

Fobia Social: o medo de ser criticado

Pode ser um desenho animado

Foto: G1
Por Jô Alvim, psicóloga
O ser humano não é homogêneo. Indivíduos de uma mesma família reagem de maneiras diferentes quando se defrontam com situações de todo tipo. É natural sentirmos medo em alguns contextos que ameaçam nossa sensação de estabilidade e, diante disso, nossas reações são variadas como enfrentar, fugir ou se entregar. É nosso instinto de sobrevivência.
Falar em público, por exemplo, gera ansiedade, afinal todo mundo quer apresentar um bom desempenho. O medo da crítica externa é natural. No entanto há circunstâncias que tais reações de medo são desproporcionais a situação e causam muito sofrimento à pessoa. Medos, quando não superados, podem evoluir para quadros fóbicos. Este medo exagerado é a fobia social ou Transtorno de Ansiedade Social.
Sua característica essencial é o medo excessivo associado à necessidade de evitar situações em que o indivíduo possa ser observado ou avaliado negativamente por outros, pelo medo de comportar-se de maneira embaraçosa ou humilhante. Se, por alguma razão, o indivíduo é obrigado a enfrentar a situação temida, apresenta ansiedade intensa, cuja resposta pode assumir a forma de um ataque de pânico. As situações mais frequentes da fobia social são falar em público, assinar o nome, comer diante de outras pessoas, falar ao telefone, ou a maioria das situações que envolvem contato interpessoal como reuniões, festas, etc.
Os sintomas decorrentes do enfrentamento dessas situações são tremor, rubor, tensão taquicardia, sudorese e o famoso “deu branco na mente”. Características associadas a esse Transtorno incluem avaliações negativas, sentimento de inferioridade, hipersensibilidade às críticas e baixa autoestima.
Embora pessoas com este transtorno admitam que o medo é irracional, elas não conseguem controla-lo. Muitas vezes, até recorrem a doses de bebidas alcoólicas para enfrentar alguma situação percebida como assustadora como ter que apresentar um trabalho ou participar de uma reunião.
É preciso reconhecer que estamos sujeitos ao medo, já que é parte da existência humana. O medo, assim como a dor, nos causa desconforto, porém, refletir sobre este sentimento, e seus desdobramentos, possibilitará uma melhor compreensão do nosso funcionamento psíquico e, assim, a lidar com nossos fantasmas, sejam eles reais ou imaginários.
Créditos: Joselene L. Alvim – psicóloga

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