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30/03/21

Adolescente é acorrentada pela mãe em Pirapozinho

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Foto: Polícia Civil

Para evitar que a jovem mantivesse relacionamento com outro homem, acusada prendia a perna da jovem na cama durante a noite
REGIÃO - ROBERTO KAWASAKI de O Imparcial de Presidente Prudente
Está em investigação pela Delegacia de Polícia Civil de Pirapozinho, um suposto caso de maus-tratos envolvendo membros de uma mesma família. A informação que chegou hoje ao conhecimento dos policiais é de que a mãe acorrentava a filha de 17 anos durante a noite para evitar que ela se encontrasse com outro rapaz.
De acordo com a Polícia Civil, a equipe soube do fato por meio de uma publicação na internet feita pela própria vítima, inclusive com fotos. Em um primeiro momento, chegou-se a suspeitar de violência doméstica, em que a mãe estaria espancando a jovem. Diante disso, os policiais foram verificar a situação.
Na residência da família, a equipe apurou que não se tratava somente de agressões, mas de um provável cárcere privado.
Conforme a polícia, há cerca de dois meses, a menina iniciou um envolvimento amoroso com um rapaz. Mas, para proibir o relacionamento, a mãe dela teria passado a acorrentar a perna da jovem na cama, para evitar que ela saísse durante a noite.
A vítima também contou que sofria violência por parte da mãe, do pai e dos irmão por conta dessa situação. A última teria ocorrido na noite de sábado, o que motivou a publicação na internet que chegou ao conhecimento da Polícia Civil.
Corrente apreendida
Devido ao relato, os pais foram conduzidos à Delegacia de Polícia Civil. A corrente utilizada para prender a jovem foi encontrada na casa e apreendida.
Toda a situação foi acompanhada pelo Conselho Tutelar de Pirapozinho, por se tratar de crime envolvendo adolescente.
“As versões distintas apresentadas tanto pelos familiares quanto pela garota não foram corroboradas, porque cada parte tinha testemunhas", afirma a Polícia Civil. "Então, para não haver uma prisão temerária da situação, a autoridade policial optou por registar a ocorrência como maus-tratos e passar para o setor de investigações especiais da delegacia de Pirapozinho para verificação da denúncia”.

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