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28/03/21

 

MUSA DA TV HÁ TRÊS DÉCADAS, MÔNICA CARVALHO COMPLETA 50 ANOS E DIZ VIVER SEU AUGE: 'ESTOU CADA VEZ MELHOR'


Foto Divulgação
Rafael Nascimento

Apesar dos percalços deste período de pandemia, Mônica Carvalho busca sempre o equilíbrio e a felicidade. Afinal, como diz a atriz, “temos que sorrir muito, senão a tristeza pega a gente”. Um jeito bastante positivo da artista, que completa 50 anos neste domingo, encarar sua jornada. Mais do que isso: Mônica ressalta que está no seu melhor momento, valorizando o próprio talento e aceitando suas imperfeições. Para ela, a maturidade, o gás para novos desafios, os cuidados pessoais e o amor da (e pela) família funcionam como forças motoras para se sentir assim, plena.

Isso não quer dizer que a atriz não tenha enfrentado provações. Ela conta, por exemplo, que recentemente a família quase inteira testou positivo para o coronavírus. A mãe chegou a ser internada, mas superou a doença. Esse, para Mônica, foi o maior presente da virada para os 50 anos. “Meu medo de perdê-la foi tão grande e me deixou, por um momento, tão insegura de ver ir embora uma pessoa que eu amo tanto... Então, eu estou num momento de muita gratidão, colocando muito sorriso no rosto”, afirma ela, que acrescenta: “Nesse momento da minha vida, vem tudo isso, estou tão madura, tão segura... Eu olho para a minha história e penso: ‘Nossa, estou cada vez melhor! Melhor do que jamais imaginei na minha vida”.

Foi a persistência da menina de Nova Iguaçu que a fez morar em Copacabana após a separação dos pais. Desde pequena, Mônica sonhava com a vida artística. Foi encontrada na praia e chamada para fazer comerciais aos 13 anos. Aos 19, iniciou a carreira como atriz. Com 13 novelas em diferentes emissoras no currículo e outras produções, já são 31 anos na telinha.

“Foram muitas vitórias. Minha carreira teve altos e baixos, mas nunca desisti. Sou uma atriz e tendo um personagem que eu goste, eu aceito, vou e trabalho. E vejo que sou uma referência até para quem está começando”, pondera.

Para surpresa de muitos, Mônica confessa que não se dedica tanto aos cuidados da saúde e do corpo quando está no ar — até recebe algumas broncas de sua dermatologista quando exagera no sol. Mas reitera que é comum as pessoas ficarem surpresas com sua idade. A atriz treina na academia e segue uma dieta. Admite, porém, que é boa de garfo e, vez ou outra, não se priva de comer seus pratos favoritos.

“O milagre não existe. Deus te dá até uma genética boa. Isso eu acho que tenho, a pele é boa mesmo! Meu pai foi campeão de fisiculturismo, sempre teve muito esporte dentro de casa. Eu levo na minha vida até hoje. Vou para academia porque eu gosto de treinar. Não fico parada. Então, me dou ao luxo de comer uma massa, sair dessa rotina. É equilíbrio. Tomo vitamina, passo os creminhos e sou feliz” .

Felicidade que não ficaria completa sem a maternidade, que ela define como seu melhor trabalho. Mônica é mãe de Yaclara, de 16 anos, e de Valentina, de 5. A artista não esconde o desafio de criar duas meninas em idades tão diferentes, mas gosta desse movimento pela casa. “Yaclara me deixa muito conectada. Amo nossas conversas e ela é muito parceira. Fico muito feliz com a mulher que está se tornando, tem seus planos, é estudiosa. Olho para ela e penso: ‘estou indo bem’” , avalia a mãe coruja, que é só alegria ao acompanhar o crescimento da caçula, depois das dificuldades que teve para engravidar: “Passei por cinco inseminações e tive dois abortos espontâneos. Era muita vontade de ser mãe. Sempre sonhei que teria mais do que uma filha; lutei para tê-la”.

Para dar conta, Mônica conta com a parceria do marido, Alaor Paris, pai de sua filha caçula (Yaclara é fruto de um relacionamento anterior). Os dois, que engataram o romance há quase 15 anos, já completaram 13 de casados. “Ele é um marido maravilhoso. Sou uma mulher completamente apaixonada por ele. É um paizão, cuida das meninas. E essa é uma cena linda que eu gosto de ver”, observa a atriz: “Casamento é querer estar junto, lutar por isso. A gente se ama e respeita a individualidade e o sonho de cada um. Ele incentiva os meus sonhos”.

E é com o maridão que ela conta quando está envolvida num trabalho longe de casa. A família mora em São Paulo. Atualmente, Mônica está na novela “Gênesis”, num papel que a enche de alegria. Para ela, um dos pontos positivos de sua trajetória profissional foi a versatilidade das personagens, desde as mais castas até as sensuais. E foram muitas nessa pegada, que a tornaram um símbolo sexual na década de 1990. Nem por isso, ela afirma, sofreu algum tipo de assédio na carreira. Mas não esconde que viveu, sim, sob o preconceito no início.

“Nunca passei por assédio. Talvez porque, quando comecei, já fosse noiva, tinha namoros longos... Mas já sofri preconceito, sim, de duvidarem da minha capacidade. Acharem que eu era bonitinha e só isso. Mas nunca me incomodou, porque é um achismo dos outros. Sempre me achei capaz”, argumenta ela, que ressalta que beleza pode abrir portas, mas não é suficiente para manter a longevidade. Mônica cita ainda o leque de papéis que interpretou, mas reconhece que os sensuais ficaram no imaginário popular.

“Personagens sensuais marcam muito. Comecei com a abertura de ‘Mulheres de Areia’, em que eu aparecia nua. Mas minha primeira personagem foi uma empregada em ‘História de amor’, de Manoel Carlos. Foi a primeira vez que me pararam na rua e era uma personagem doce. A Socorrinho (de ‘Porto dos Milagres’), por exemplo, teve muito apelo sensual, porque o personagem era assim”, explica.

Num momento tão louco, com tanta gente sofrendo, classe artística afetada, tenho o privilégio de trabalhar para caramba. Só posso agradecer. Não tenho mais nada para pedir. Só agradecer, conclui Mônica.

fonte:/extra.globo.com

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