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29/04/21

 

Mulher é açoitada em público por 'falar com homem ao telefone'

Por: Fernando Moreira 
Mulher é punida em Herat por 'falar com homem ao telefone'
Mulher é punida em Herat por 'falar com homem ao telefone' Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Os gritos pediam clemência, mas eles não foram suficientes para uma mulher punida, segundo informações publicadas pelo site "France 24", por "falar com um homem ao telefone" em Obe, nos arredores de Herat (Afeganistão).

A afegã, não identificada, foi açoitada em público por um integrante do Talibã, a milícia fundamentalista islâmica que controla algumas regiões do Afeganistão e do Paquistão. Ela recebeu 40 golpes com uma vareta nas costas por causa do "crime".

A mulher, coberta por uma burca, foi conduzida para o centro de círculo de espectadores por um ancião islâmico antes que sua punição fosse aplicada por outras duas pessoas. O caso ocorreu no ano passado, mas só agora se tornou conhecido.

Um vídeo documentando a cena mostra a mulher dizendo desesperadamente "Eu me arrependo, é minha culpa, eu errei" entre gritos de dor, segundo a Kabul Press.

Mulher é punida em Herat por 'falar com homem ao telefone'

Foto: Reprodução
Mulher é punida em Herat por 'falar com homem ao telefone' Foto: Reprodução

O ancião, que seria líder de um conselho local, decidiu sumariamente aplicar a sharia (lei islâmica que rege as relações sociais e que é bastante restritiva para as mulheres) para punir a mulher, condenada por "relações imorais".

O homem com que a mulher havia falado ao telefone também foi preso e levado a uma prisão mantida pelo Talibã.

O conselho de anciãos de Obe se reúne três vezes por semana para analisar denúncias de moradores locais. As sentenças são decididas sem ritos judiciais tradicionais.

Atefa Ghafouri, uma ativista dos direitos das mulheres em Herat, diz que aqueles que comandam "esses chamados julgamentos se sentem intocáveis" devido à "inação do governo afegão".

"Todos os homens que compareceram ao açoite eram cidadãos comuns, apenas pessoas que vivem na área. Muitos afegãos, especialmente aqueles em regiões rurais, dão apoio a esses tribunais", disse ela à "France 24".

fonte:https://extra.globo.com/

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