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19/07/21

Homem que usava cano de PVC improvisado após ter parte de perna amputada ganha prótese: 'Ficou chique'


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— Fotos: Conforpés/Divulgação

Edgar Toledo da Silva, de 42 anos, mora em Votorantim (SP) e teve parte da perna direita amputada há um ano e oito meses por causa da diabetes.
Por Pâmela Ramos, G1 Sorocaba e Jundiaí
Depois de ver o sofrimento do filho, que teve parte da perna direita amputada por causa da diabetes, a mãe de Edgar Toledo da Silva, de 42 anos, comprou um cano de PVC para improvisar uma prótese com o pouco dinheiro que tinha. Ele usou a estrutura para se locomover por mais de um ano até o dia em que recebeu ajuda e ganhou uma prótese nova.
Edgar mora no Jardim Clarice, em Votorantim (SP). Ao G1, ele contou que a amputação ocorreu há um ano e oito meses, depois do agravamento da diabetes do tipo um. Devido à doença, ele também teve problemas na visão.
"Tiveram que amputar o meu pé, mas foi um pouco mais para baixo do joelho. Eu fiquei sem poder andar por um bom tempo até que minha mãe viu um rapaz que fez a prótese de cano de PVC e falei para tentarmos fazer, porque eu não tinha condições de comprar", lembra.
Para conseguir caminhar com a prótese de PVC, Edgar usava uma muleta de apoio, já que o plástico o machucava. Segundo ele, também era necessário colocar curativos para aliviar a dor e o desconforto que sentia.
Antes de tudo acontecer, ele trabalhava como motoboy e era domador de cavalos. Pai de dois filhos, de 11 e 14 anos, Edgar se divorciou da ex-mulher há seis anos e recebe apenas R$ 57 do Programa Bolsa Família. As crianças vivem com a mãe, em Piedade (SP).
"Hoje, eu ganho uma cesta básica de uma igreja e não tenho conta bancária. Estava pensando em abrir uma conta para começar uma campanha na internet, mas não tinha como abrir, porque não tinha R$ 150 para abrir uma conta no banco", conta.
Doação
O equipamento foi doado de forma anônima por uma associação, em parceria com uma empresa de próteses ortopédicas localizada em Sorocaba (SP). Em entrevista ao G1, o diretor da empresa, Nelson Tuzino Nolé, disse que Edgar começou a ser atendido na instituição há 20 dias.
Nos próximos três meses, o homem ficará com uma prótese provisória para adaptação. Além disso, tem feito acompanhamento de fisioterapia.

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— Fotos: Conforpés/Divulgação
"Agora melhorou muito, está diferente. Eu consigo andar, mas estou aprendendo ainda. Mudou minha vida, agora ficou chique. Estou bem mais feliz", completa Edgar.
30% das próteses que são fabricadas na empresa são doadas para pessoas que não têm condições financeiras para pagar por elas. Esse trabalho é feito há mais de 50 anos.
"Sorocaba tem uma demanda grande nessa área. Há crianças precisando de cadeira de roda, próteses. A demanda está parada há muitos anos. A gente ajuda muita criança em tratamento de câncer, fazemos vaquinha online, nos viramos para ajudar", conta Nolé.
Veja mais notícias da região no G1 Sorocaba e Jundiaí

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