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30/08/21

Hábito de roer as unhas pode trazer consequências à saúde; saiba como parar

 


 Freepik

O hábito de roer as unhas, chamado de onicofagia, pode ser mais prejudicial do que se imagina. Muito além da questão estética, essa prática pode causar danos permanentes às unhas e outros problemas de saúde ao longo do tempo, explicam os especialistas.

Primeiramente, é preciso entender o motivo desse hábito. De acordo com a médica Natasha Bhuyan, pode estar relacionado à distúrbios repetitivos do corpo ligados ao emocional. “Existem várias razões subjacentes para roer as unhas e, às vezes, acontece de forma não intencional. Os psicólogos acreditam que seja uma forma de contra-ataque às nossas emoções, com estímulo quando nos deparamos com o tédio ou como uma válvula de escape calmante quando estamos estressados”, esclareceu ao “Yahoo”.

A onicofagia pode desenvolver hábitos mais severo, associados ao Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), síndrome de Tourette, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), transtorno de ansiedade de separação ou transtorno desafiador de oposição.

Segundo a dermatologista Shari Lipner, o hábito a longo prazo pode trazer consequências à saúde. “O comprimento das unhas pode ser permanentemente encurtado e elas podem desenvolver linhas marrons. É possível contrair infecções bacterianas e virais, pois romper a pele ao redor das unhas pode aumentar o risco de infecção fúngica da lâmina ungueal ou da pele. Também pode desencadear em problemas dentários, como apinhamento, mau posicionamento ou protrusão dos dentes frontais superiores. E, é claro, ter problemas gastrointestinais”, explicou.

Permitir que as unhas cresçam naturalmente é a primeira opção para superar esse hábito, de acordo com Bhuyan. Em caso de problemas psiquiátricos, é indispensável procurar ajuda de um profissional da área, além de um dermatologista. “Os tratamentos para onicofagia incluem a substituição de roer as unhas por outra atividade, como apertar uma bolinha que alivia o estresse, aplicar esmaltes com sabores amargos ou até mesmo medicamentos sob prescrição médica”, informou a dermatologista Shari Lipner.

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