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04/09/21

Polícia Civil prende suspeito de aplicar golpe do cartão clonado e causar prejuízo de pelo menos R$ 14 mil às vítimas

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Foto: Polícia Civil

Homem de 22 anos foi preso em flagrante, em um hotel, em Presidente Prudente. Investigação teve início após gerentes bancários informarem que correntistas da cidade ‘caíram’ no golpe.
Por G1 Presidente Prudente
Um homem de 22 anos foi preso na tarde desta sexta-feira (3) pela Polícia Civil, em Presidente Prudente (SP), suspeito de aplicar o golpe do cartão bancário clonado. Conforme informações do delegado Mateus Nagano da Silva ao G1, inicialmente, o prejuízo causado em duas vítimas é de R$ 14 mil.
A Central de Polícia Judiciária (CPJ) foi contatada por gerentes bancários que informaram que correntistas da cidade estavam sendo vítimas do golpe conhecido como falsa clonagem de cartão bancário, geralmente aplicado contra vítimas idosas.
Após pesquisas e diligências, a polícia localizou e prendeu o suspeito em flagrante, em um hotel na cidade.
Segundo a polícia, foram registrados pelo menos cinco boletins de ocorrência nesta semana, que trouxeram como descrição as características físicas do suspeito preso na tarde desta sexta-feira, bem como foi citada pelas vítimas e apreendida a motocicleta utilizada pelo criminoso para recolhimento dos cartões nas residências dos idosos.
Com o homem foi localizado cinco máquinas de cartão, um tablet, três cartões em nome de vítimas, e tesoura e fita adesiva, já que algumas vítimas eram orientadas a cortar o cartão.
Na delegacia, o suspeito confessou os crimes e foi reconhecido pessoalmente pelas vítimas como sendo o falso funcionário do banco que recolheu o cartão bancário.
O homem foi levado para a Delegacia Seccional de Presidente Prudente, onde aguarda a realização da audiência de custódia na Justiça.
Entenda o golpe
Criminosos contatam idosos via telefone fixo, se identificam como funcionários de instituições bancárias e informam que foram realizadas compras e movimentações bancárias atípicas nas contas dos idosos. Eles indagam se reconhecem tais movimentações e de pronto a vítima diz não reconhecê-las.
Após a negativa da vítima, o estelionatário (falso funcionário da instituição bancária) a orienta a ligar no número de telefone que consta no verso do cartão bancário, com o objetivo de solicitar o cancelamento. Ocorre que, mesmo com a vítima desligando o telefone, o estelionatário consegue “segurar” a ligação. Portanto, mesmo sendo feita nova discagem do número existente no verso do cartão, quem está do outro lado da linha é outro estelionatário que se porta como atendente responsável pelo setor de cancelamento de cartões, utilizando inclusive gravações como nas centrais de atendimento das instituições bancárias, dando assim maior credibilidade.
Durante o contato, o estelionatário conseguia obter com a vítima dados bancários, senhas alfanuméricas e dados pessoais (nomes dos pais, número de celular e etc.) visando utilizar esses dados para realização de movimentação bancária.
Ao término do atendimento, o estelionatário dita uma carta de contestação para que a vítima escreva de próprio punho, bem como a faz acreditar que seu cartão está bloqueado e a orienta a cortá-lo, mas sem danificar o chip, informando que enviará um funcionário do banco ou policial civil para recolher o cartão para futura perícia e investigação.
Entretanto, este suposto funcionário do banco ou policial civil na verdade é um integrante do grupo criminoso e, após recolher o cartão, imediatamente passa a realizar diversas compras, saques e transferências indevidas, utilizando a senha disponibilizada pela vítima durante a ligação mantida com o outro integrante do grupo, causando prejuízo.
Para evitar esse tipo de estelionato, a Polícia Civil orienta que em caso de ligação telefônica de pessoa que se identifica como funcionário de instituição bancária, que seja desligado o telefone e que o correntista procure a agência de sua instituição bancária e trate de problemas envolvendo a sua conta e cartões diretamente com seu gerente de maneira presencial.
Na impossibilidade, que realize a ligação no número que consta no verso do cartão de crédito através de linha telefônica diversa daquele do primeiro contato e que jamais entregue o cartão bancário (mesmo que cortado) a qualquer pessoa que queira buscar na residência.
Veja mais notícias em G1 Presidente Prudente e Região.

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