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22/11/21

Polícia Civil atua com déficit de efetivo na região, aponta sindicato

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Foto: Thati Abreu/Sindpesp
Presidente do Sindpesp, delegada Raquel Gallinati, esteve em reunião, com os delegados da região, para ouvir deles os principais problemas e propor soluções para a Polícia Civil
REGIÃO - CAIO GERVAZONI de O Imparcial de Presidente Prudente
Conforme dados antecipados pelo Sindpesp (Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo) à reportagem, a Delegacia Seccional de Polícia de Presidente Prudente deveria atuar com 407 policiais, mas conta com apenas 230 pessoas em seu efetivo, de acordo com os dados oficiais da SSP (Secretaria de Segurança Pública) informados este mês, por meio da Lei de Acesso à Informação. O número representa 57% do total e fica abaixo do índice estadual, que é de 65%. Confira os números na tabela abaixo:
EFETIVO DA DELEGACIA SECCIONAL DE PRUDENTE
PROFISSIONAIS
CARGOS OCUPADOS / CARGOS PREVISTOS EM LEI
DELEGADOS
30 / 41
ESCRIVÃES
74 / 101
INVESTIGADORES
82 / 144
AGENTES POLICIAIS
35 / 89
AGENTES DE TELECOMUNICAÇÕES
3 / 14
PAPILOSCOPISTAS
3 / 6
AUXILIARES DE PAPILOSCOPISTAS
3 / 12
TOTAL
230 /407
FONTE: Sindpesp
Para a presidente do Sindpesp, delegada Raquel Kobayashi Gallinati Lombardi, que esteve em reunião - nesta quinta-feira - com delegados da região de Prudente, na sede do Deinter-8 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior), o encontro é uma oportunidade para, in loco, “observar, olhar e constatar” problemas pontuais, além das adversidades gerais enfrentadas pela Polícia Civil do Estado de São Paulo.
Em linhas gerais, entre os problemas destacados pela delegada, que preside o Sindpesp, estão: o déficit latente do efetivo da Polícia Civil de São Paulo, falta de estrutura das delegacias e a baixa remuneração à classe. “Nós queremos que o governo seja responsável, cuide da segurança da população do Estado, e pare de abandoná-la à mercê da criminalidade. A gente percebe que os policiais ainda fazem uma das melhores polícias da América Latina graças ao heroísmo e comprometimento com seu juramento, mas não é pela estrutura, porque não temos efetivo; o salário é um ‘salário-deboche’, as viaturas são da década de 90, muitas vezes são viaturas que não andam 500 metros, os armamentos são obsoletos - dignos de museu”, enfatiza a delegada, e complementa que, também, não há número suficiente de coletes balísticos para o efetivo da Polícia Civil, “ou porque perderam a validade, ou porque o governo não comprou”. Por fim, a delegada realça que este cenário mostra o atual retrato de como o governo trata a população: “com desleixo e com abandono”.
Perspectiva da SSP
A Secretaria de Segurança Pública comunicou em nota ao O Imparcial que “não comenta levantamentos cuja metodologia desconhece”. Porém, em relação ao déficit estadual, a pasta “ressalta que o número apontado não tem qualquer lastro com a realidade”. “Desde o início da atual gestão, em 2019, mais de 2,2 mil policiais civis, incluindo remanescentes do concurso de 2017, foram contratados. Outros 2.939 profissionais da segurança pública, sendo 2.750 para a Polícia Civil e 189 para a Polícia Técnico-Científica tiveram suas contratações autorizadas por meio de concurso público, no último mês de outubro”, informa.

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