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19/11/21

Operação mira grupo criminoso que faturou mais de R$ 30 mil em apenas quatro dias com golpes contra idosos no Oeste Paulista

Pode ser uma imagem de texto que diz "POLÍCIA CIVIL POLICIA SÃO PAULO CIVIL"

Foto: Polícia Civil
Alvos foram correntistas que recepcionaram valores transferidos das contas das vítimas. Foram apreendidos cartões bancários, extratos bancários e celulares.
Por g1 Presidente Prudente
A Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão, nesta quinta-feira (18), durante a Operação Guardian, e apreendeu cartões bancários, extratos bancários e celulares.
As ações fazem parte de um inquérito policial que apura a prática de estelionato e associação criminosa.
Segundo a corporação, em quatro dias, com o chamado “Golpe do Motoboy” ou “Golpe do Cartão Clonado”, o grupo criminoso deu um prejuízo de mais de R$ 30 mil a idosos na região de Presidente Prudente (SP).
Ainda conforme a polícia, as investigações tiveram início em setembro deste ano, após a prisão em flagrante de um homem que praticava os golpes.
Resultante desta prisão, em Presidente Prudente, foi possível identificar novas vítimas e apurar que o prejuízo total causado pelo indiciado no período compreendido entre 31 de agosto e 3 de setembro deste ano foi de aproximadamente R$ 30,6 mil.
A operação desencadeada teve como alvos correntistas que recepcionaram valores transferidos das contas das vítimas, bem como responsáveis pelas máquinas de cartão apreendidas em poder do indiciado, utilizadas para a realização de compras indevidas.
As diligências continuam na tentativa de identificar os demais membros da associação criminosa responsáveis por realizar as ligações às vítimas.
Os cumprimentos dos mandados judiciais foram feitos em São Paulo (SP), Itapira (SP), Francisco Morato (SP) e Suzano (SP). Foram apreendidos cartões bancários, extratos bancários e celulares, que passarão, com autorização judicial, por perícia técnica.
O delegado responsável pela operação, Matheus Nagano da Silva, da Central de Polícia Judiciária (CPJ), em Presidente Prudente, destacou a importância das apreensões, “uma vez que servirão para dar prosseguimento às investigações e identificar os membros da associação criminosa”.
A ação foi realizada por policiais civis do Oeste Paulista com apoio de equipes de São Paulo.
Entenda o golpe
Criminosos contatam idosos via telefone fixo, se identificam como funcionários de instituições bancárias e informam que foram realizadas compras e movimentações bancárias atípicas nas contas dos idosos. Eles indagam se reconhecem tais movimentações e de pronto as vítimas dizem não as reconhecer.
Após a negativa da vítima, o estelionatário (falso funcionário da instituição bancária) a orienta a ligar no número de telefone que consta no verso do cartão bancário, com o objetivo de solicitar o cancelamento. Ocorre que, mesmo com a vítima desligando o telefone, o estelionatário consegue “segurar” a ligação. Portanto, mesmo sendo feita nova discagem do número existente no verso do cartão, quem está do outro lado da linha é outro estelionatário que se porta como atendente responsável pelo setor de cancelamento de cartões, utilizando inclusive gravações como nas centrais de atendimento das instituições bancárias, dando assim maior credibilidade.
Durante o contato, o estelionatário conseguia obter com a vítima dados bancários, senhas alfanuméricas e dados pessoais (nomes dos pais, número de celular e etc.) visando a utilizar esses dados para realização de movimentação bancária.
Ao término do atendimento, o estelionatário dita uma carta de contestação para que a vítima escreva de próprio punho, bem como a faz acreditar que seu cartão está bloqueado e a orienta a cortá-lo, mas sem danificar o chip, informando que enviará um funcionário do banco ou policial civil para recolher o cartão para futuras perícia e investigação.
Entretanto, este suposto funcionário do banco ou policial civil, na verdade, é um integrante do grupo criminoso e, após recolher o cartão, imediatamente passa a realizar diversas compras, saques e transferências indevidas, utilizando a senha disponibilizada pela vítima durante a ligação mantida com o outro integrante do grupo, causando prejuízo.
Para evitar esse tipo de estelionato, a Polícia Civil orienta que, em caso de ligação telefônica de pessoa que se identifica como funcionário de instituição bancária, seja desligado o telefone e que o correntista procure a agência de sua instituição bancária e trate de problemas envolvendo a sua conta e cartões diretamente com seu gerente de maneira presencial.
Na impossibilidade, que realize a ligação no número que consta no verso do cartão de crédito através de linha telefônica diversa daquele do primeiro contato e que jamais entregue o cartão bancário (mesmo que cortado) a qualquer pessoa que queira buscá-lo na residência.

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