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26/11/21

 

Bandidos usam boa noite, Cinderela para roubar dinheiro pelo Pix

Com volta da vida noturna, maior cidade do país registra aumento desse golpe, que consiste em drogar as vítimas para assaltá-las


Fernando Mellis, do R7


Além de objetos pessoais, criminosos acessam cartões de crédito e conta bancária das vítimas

REPRODUÇÃO/OASH/U.S. DEPARTMENT OF HEALTH & HUMAN SERVICES


O mês de novembro está sendo marcado pelo retorno das festas e shows em praticamente todo o Brasil. Mas na cidade de São Paulo quadrilhas estão faturando à custa de muita gente que sai para curtir a noite. A incidência de casos do golpe conhecido como "boa noite, Cinderela" cresceu na região central da capital.

O golpe é antigo e envolve uma ou mais drogas adicionadas à bebida da vítima para fazê-la ficar insconsciente. Além de possibilitar o roubo de bens e valores, ele é usado para abuso sexual. 

As drogas utilizadas costumam ser legais (medicamentos benzodiazepínicos) ou ilegais, como cetamina — um anestésico de uso animal que tem efeito dissociativo — e GHB (ácido gama-hidroxibutirato), que pode levar à morte.

Empresário teve prejuízo de mais de R$ 16 mil

Uma das vítimas é um empresário de 35 anos que prefere não ter a identidade revelada. No feriado de 15 de novembro, ele saiu com amigos, conheceu um rapaz na balada e acordou em casa, no dia seguinte.

Não encontrou o celular, o notebook nem a carteira. "Minha memória demorou a voltar, eu estava grogue, mal conseguia sair da cama. Primeiro pensei que tivesse perdido o celular na balada, fui pegar o computador para ver se conseguia localizar [o aparelho], mas também não encontrei. Aí comecei a perceber que tinha algo de errado."

Ele pediu ajuda a uma amiga que mora no mesmo prédio e conseguiu bloquear o aparelho. Também acessou as imagens das câmeras do condomínio, que o mostram chegando acompanhado e o rapaz indo embora sozinho cerca de uma hora e meia depois.

Mas o susto maior veio no dia seguinte, quando o empresário conseguiu acessar a conta bancária. "Foram várias transferências pelo Pix, uns R$ 6.000, e compras no cartão de crédito de mais de R$ 10 mil."

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