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22/11/21

 

Ex-paquita Lana Rhodes celebra recomeço na TV em 'Nos tempos do Imperador' e cita frase de Xuxa: 'Querer, poder e conseguir'

Terninho e calça (preços sob consulta), ambos 613; sandália Cecconello (R$ 259); brinco (R$ 69,90) e anéis (R$ 49,90 cada), tudo By Segheto
Isabella Cardoso  /Foto: Fernanda Candido


Tempos difíceis se aproximam em “Nos tempos do Imperador”. Na trama, Solano López (Roberto Birindelli) declarou guerra ao Brasil e invadiu as terras do país. Porém, a história do comandante do Paraguai não se resume apenas a conflitos. Como mostra a novela, ele viveu um grande amor com Elisa Lynch, uma mulher separada, com a qual nunca se casou oficialmente. Lana Rhodes interpreta a forte irlandesa, que se tornou a “primeira-dama” paraguaia. Embora a personagem seja companheira de um inimigo da nação, a atriz acredita que Elisa vai conquistar o público.

— Ela era uma mulher não só da guerra, mas do mundo. Sempre foi moderna, à frente do seu tempo. E até naquela época existiam fofocas! Elisa era separada, então diziam que era amante de Solano López. Na verdade, ela se casou com 15 anos por uma obrigação familiar e o marido a abandonou. Ainda assim, se abriu para um novo amor e teve sete filhos com Solano — detalha Lana, que compara a personagem a um animal: — Elisa é como uma raposa. Tem uma natureza um pouco misteriosa. Parece fofinha para quem não sabe a potência que ela tem. Mas ataca com fúria se se sentir ameaçada.

A artista interpreta uma outra grande mulher no curta-metragem “Tônia, uma diva no espelho”, disponível em seu YouTube. Na biografia romantizada, ela é Tônia Carrero (1922-2018), consagrada no teatro, no cinema e na televisão. As duas personagens reais têm um ponto em comum com o qual Lana também se identifica:

— Tenho tido a sorte de representar mulheres que, em algum lugar, também são vistas como frágeis ou fúteis pela aparência e são muito maiores que isso. A sociedade, por anos de patriarcado, instituiu que uma mulher loura talvez seja burra, desinteressante e fútil. Mas não sou só carcaça. Eu me sinto no direito de questionar. Sou uma mulher claramente privilegiada só pelo fato de ser branca. Mas por que preciso necessariamente ser uma pessoa arrogante, narcisista? Por que não posso ser olhada a partir de um olhar fraterno, de empatia? Sou uma pessoa ultratrabalhadora, mãe solo, tenho uma superbatalha, mas, por conta da minha aparência física, as pessoas, a priori, supõem que sou outro tipo de pessoa e, às vezes, até se surpreendem. Estou em prol de melhorar como ser humano e de servir também.

Aqui, Lana veste looks com terninhos, peças da alfaiataria clássica, que se revelam belos curingas nas produções cotidianas. Mas, no dia a dia, quem vê a paranaense da cidade de Manoel Ribas por aí a encontra com roupas mais simples.

— Já fui mais vaidosa. Não saía de casa sem passar um rímel. Hoje em dia, minha vaidade é me sentir confortável — diz a atriz, que leva a vida com simplicidade: — Gosto de receber as pessoas na minha casa, ficar batendo papo enquanto lavo louça. Não tenho a necessidade de ter muito mais do que um quintal, um bom sofá e uns amigos em volta.

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Com 23 anos de carreira, o rosto de Lana, de 35, é conhecido por quem acompanhava a carreira de Xuxa. Ex-paquita da apresentadora, a atriz comemora o papel numa novela da Globo:

— Nunca fui artista pelo glamour, mas pela paixão. Sou uma menina do interior do Paraná e, assim como muitas dos anos 80, tinha o desejo de passar pela TV Globo. Elisa Lynch é a minha primeira personagem relevante em muito tempo. É um recomeço na televisão. Foi fruto de muito esforço, dedicação, de escutar muitos “nãos” e às vezes um sim que dá certo. Pela minha filha (Manuela, de 12 anos), eu espero construir alguma potência nesse trabalho para deixar meu recado. Acho a arte um ofício cármico e sou muito feliz escolhendo esse carma (risos).

O próprio nome da artista virou também uma espécie de carma para a paranaense. Uma atriz pornô americana adotou a mesma alcunha. Ao pesquisar o nome da brasileira na internet, é fácil encontrar a outra Lana. A ex-paquita chegou a pensar a mudar o nome artístico, mas desencanou da ideia:

— Tenho 23 anos de carreira, mas ainda sem uma visibilidade tão grande. As pessoas estão me conhecendo aos poucos. Muitas me param e lembram que fui paquita ou mencionam alguma personagem, mas não sabem o meu nome. É chato por conta da pesquisa no Google, ou da Alexa (assistente virtual da Amazon) dizer que Lana Rhodes é uma atriz pornô americana, mas foco em “querer, poder, conseguir”. Essa frase vou levar da Xuxa para sempre. Se essa menina passou pelo caminho escolhendo um nome parecido com o meu, tudo bem. Algum motivo tem para isso. Talvez eu nunca descubra nessa vida, mas tomara que seja bom.

fonte:https://extra.globo.com/

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