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13/01/22

Região de Prudente vendeu ao exterior mais de R$ 3 bilhões em produtos no ano passado

Cristiano Machado

Pode ser uma imagem de comida e área interna
Foto: WendersonAraujo/Trilux/CNA/Divulgação

Saldo da balança comercial da região é de R$ 2,6 bi (US$ 472 mi); açúcar, carne e couro são os principais produtos do agro enviados a outros países
COLUNA - Cristiano Machado de O Imparcial de Presidente Prudente
Levantamento exclusivo da coluna Oeste Agropecuário, de O Imparcial, aponta que as exportações totais dos 54 municípios da região de Presidente Prudente (oeste de SP) em 2021 passaram de US$ 571 milhões. O valor exato é US$ 571.202.590. Na cotação do dólar de terça-feira, dia 11, quando os números foram contabilizados, o montante total em reais era de R$ 3.215.870.581,70.
As informações foram obtidas pela coluna no ComexStat, ferramenta do governo federal que monitora negócios internacionais do país. São contabilizados todos os produtos que deixaram a região rumo ao exterior, em todos os segmentos produtivos: indústria, campo e comércio. O resultado aponta que houve crescimento de 25,41% em relação ao ano anterior, que foi de US$ 426.046.599. A diferença, positiva, entre os anos foi de incremento de US$ 145.155.991 nos negócios da região com o restante do mundo.
Houve crescimento pequeno em volume exportado. Em 2021 foram vendidos 840.566.274 quilos dos mais diversos produtos. Já em 2020, 834.882.323 kg. A pouca diferença contrastada com o volume financeiro tem uma explicação: a valorização do dólar.
Balança comercial
O Oeste Agropecuário relacionou também os números de importações da região. Em 2021, os municípios do oeste do Estado compraram do exterior US$ 98.634.031 (29.224.302 quilos) em produtos, maior que no ano anterior, que foi de US$ 69.435.151 (31.576.514 quilos).
Ao comparar as vendas e aquisições externas, a balança comercial teve um saldo de US$ 472.568.559, ou seja, vendeu mais do que comprou de fora do Brasil. O saldo de 2020 foi US$ 356.611.448.
Produtos do agro
Ainda conforme a apuração do Oeste Agropecuário, alguns dos principais produtos do campo exportados pela região são: carnes, açúcares, couro e seus subprodutos.
Em 2021, a região vendeu ao exterior US$ 102.508.034 (19.345.161 quilos) em carne bovina. Em 2020 foram US$ 91.699.698 (21.139.313 quilos).
Já as exportações de “açúcares de cana ou de beterraba e sacarose quimicamente pura, no estado sólido”, como identifica o ComexStat, terminaram 2021 com volume de US$ 242.321.974 (748.089.088 quilos). Em 2020, o comércio foi de US$ 197.388.465 (725.262.239 quilos).
No ano passado, foram US$ 35.966.003 (7.352.904 quilos) negociados no setor de couro. No ano anterior, US$ 13.174.868 (5.667.719 quilos).
Os maiores compradores
Principais parceiros comerciais do Brasil, os chineses também foram os campeões de compras de Prudente e demais municípios próximos. Só a China, por exemplo, adquiriu US$ 137.868.497 (137.955.691 quilos) em produtos em 2021. No ano anterior, o resultado foi US$ 103.306.305 (136.970.523 quilos).
Hong Kong, uma das regiões administrativas especiais da China, levou US$ 31.859.394 (4.928.351 quilos) em 2021. O montante é menor que no ano anterior, que foi US$ 33.740.111 (7.844.830 quilos). Os Estados Unidos, importante destino comercial dos produtos regionais, compraram US$ 75.124.884 em 2021. E em 2020 foram US$ 20.529.036.
Os continentes
Os europeus registraram aquisições da região em 2021 de US$ 69.721.991 (123.257.378 quilos), contra US$ 30.364.091 (29.536.856 quilos) em 2020. Já o continente americano, num todo, comercializou US$ 177.754.286
(40.173.343 quilos) nos últimos 12 meses. Em 2020, foram US$ 97.321.360 (52.003.075 quilos). Ásia, Oriente Médio e Oceania compraram US$ 281.170.682 (479.636.971 quilos) em 2021. Em 2020 foram US$ 275.299.292 (640.390.988 quilos). E os países africanos negociaram US$ 107.269.316 (289.136.813 quilos) em 2021. Já em 2020, o montante chegou a US$ 74.223.232 (215.495.935 quilos).
“O consumidor pode optar por mudanças na alimentação, é um direito de todos nós, mas precisamos estar bem informados sobre o valor nutricional de cada alimento, seus benefícios para a saúde e a realidade, de fato, desta cadeia produtiva, quando o assunto é sustentabilidade, tema que faz parte dos compromissos da SRB e, tenho certeza, da maioria dos pecuaristas brasileiros”.
Teresa Vendramini, presidente da SRB (Sociedade Rural Brasileira), ao ressaltar práticas sustentáveis da pecuária.
Pesquisador recebe Prêmio Ambientalista Regional por gestão e proteção dos recursos hídricos
O pesquisador da APTA (Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios) Regional de Adamantina, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Denilson Burkert foi agraciado com o Prêmio Ambientalista Regional pelas bacias hidrográficas dos rios Aguapeí e Peixe. A premiação é uma iniciativa do Programa Município VerdeAzul (PMVA), da Sima (Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente paulista). O pesquisador foi escolhido, em votação, pelos interlocutores dos municípios que representam as duas bacias hidrográficas junto ao programa e recebeu a honraria das mãos do secretário Marcos Penido, da Sima. “Fiquei muito feliz com a indicação e mais ainda por ter sido o mais votado e, dessa maneira, ter tido a oportunidade de receber o prêmio”, diz o homenageado. A entrega foi em 16 de dezembro.
Na Alta Paulista
Burkert atua na região da Alta Paulista como pesquisador nas áreas de aquicultura e pesca, nas quais a disponibilidade e qualidade da água são fundamentais. Com isso, além das atividades voltadas à produção, passou a direcionar suas ações e trabalhos para a proteção e valorização dos recursos hídricos da região. Nesse sentido o cientista tem desenvolvido, entre outros, projeto sobre a qualidade da água em afluentes e no curso do Rio Aguapeí e trabalhos sobre qualidade de água em poços e córregos no município de Adamantina. Tem ainda colaborado com pesquisas voltadas à gestão das águas buscando contribuir com o Comitê das Bacias dos Rios Aguapeí e Peixe.
Apta Regional
O pesquisador foi também representante da APTA Regional no referido comitê e fez parte do Conselho Municipal de Meio Ambiente de Adamantina. Atualmente, representa sua instituição no conselho consultivo do Parque Estadual do Rio do Peixe e participa do Grupo de Pesquisa em Gestão e Educação Ambiental, sediado na Unesp de Tupã, que pesquisa o funcionamento dos conselhos municipais de meio ambiente junto ao PMVA. (Da Secretaria da Agricultura de São Paulo)

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