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07/01/22

 

No ano da Copa, fabricantes de TV apostam em telas grandes, curvas e até verticais para vender aparelhos

Telas verticais e curvas estão entre as novidades apresentadas na CES, maior feira de tecnologia do mundo, que acontece em Las Vegas
Telas verticais e curvas estão entre as novidades apresentadas na CES, maior feira de tecnologia do mundo, que acontece em Las Vegas Foto: Divulgação
Bruno Rosa
Foto: Divulgação

LAS VEGAS — Em ano de Copa do Mundo, os principais fabricantes de televisores estão aproveitando a CES, maior feira de tecnologia do mundo que acontece de forma presencial em Las Vegas nesta semana, para investir em novos conceitos e formatos de telas na hora de assistir TV.

A estratégia é criar novas opções de consumo, atraindo o público jovem com televisões verticais (com tela plana e até curva) superiores a 65 polegadas, modelos portáteis com bateria e aparelhos que projetam até cem polegadas nas paredes. Tem ainda opções específicas para o público gamer.

Inovações, dizem empresas e analistas, que podem ajudar o mercado brasileiro a comercializar cerca de 10,5 milhões de unidades de televisores neste ano, alta de 5% em relação a 2021, prevê a consultoria GFK.

Mas mesmo embaladas pelos jogos da seleção de Neymar no mundial do Catar e dos novos formatos, as vendas ainda devem ficar abaixo dos 12 milhões de aparelhos comercializados em 2020, quando a pandemia forçou o isolamento social e o home office, impulsionando as receitas do segmento.

— Neste ano vamos ver uma recuperação do setor com as vendas puxadas por telas maiores, acima de 55 polegadas, que já somam 21% das vendas. O parcelamento será essencial para elevar as vendas que podem até superar os 10,5 milhões de unidades — avalia Fernando Baialuna, diretor da GFK.

Segundo o consultor John Robert, os maiores fabricantes estão levando o conceito dos smartphones para o setor de televisores. Pesquisa da consultoria eMarketer, apresentada pela Samsung, revela que 29% dos jovens, de 18 a 34 anos, consomem mais de 18 horas por dia no celular, percentual que cai para 26% em TVs. Já com o público de 35 a 49 anos, os números são inversos: 37% usam mais TV e 25% o celular.

— A ideia é criar novas opções de consumo para novos públicos, como o jovem. Hoje, os Millenials e a Geração Z fazem tudo ao mesmo tempo. E esse público quer diferentes tipos de telas — explica Guilherme Campos , gerente sênior de TV e Áudio da Samsung Brasil.

Na CES, um dos lançamentos da Samsung é a chamada “The Freestyle“, uma espécie de tela portátil flexível cujo tamanho varia de 30 a 100 polegadas. Uma espécie de projetor, de 830 gramas, permite exibir imagem e som na parede com os mesmos recursos de uma televisão normal em Full HD e aplicativos de streaming.

O modelo, sem fio e com bateria de até quatro horas, permite a rotação de até 180 graus, pos que os usuários exibam vídeos ainda em mesas, pisos e até mesmo tetos.

— Vamos vender em todo o varejo. O novo aparelho será lançado no primeiro semestre no Brasil e em todo o mundo e vem com o sistema operacional das TVs que contam com os aplicativos de streaming — antecipa Campos, destacando ainda o lançamento de uma TV vertical com tela plana de 65 polegadas e outra com tela curva com 55 polegadas.

A LG aproveitou para anunciar modelos em novos formatos. Assim como a rival Samsung, a LG também aposta no conceito de mobilidade. O lançamento StanbyME tem bateria embutida conectada que permite três horas de visualização antes de recarregar. A tela de 27 polegadas pode ser inclinada e girada para ver na cama e na cozinha.

Já a TCL investe em televisores para os jovens de olho no público gamer. Uma das novidades são telas que permitem fluidez de imagem (com uma maior taxa de atualização de tela).

— Esperamos que nossa tecnologia crie soluções para que as pessoas se preocupem menos no dia a dia, mas que também permita que elas passem mais tempo se divertindo com sua família e amigos — afirma Juan Du, Presidente da TCL Electronics.

Telas maiores

Para Baialuna, da GFk, o potencial de crescimento ainda é grande, já que há uma demanda reprimida no Brasil:

— Existem hoje em uso 130 milhões de aparelhos de TV. Desse total, cerca de 17 milhões ainda são de tubo. Ou seja, há muito espaço para crescer e percebemos em pesquisas que o brasileiro só quer saber de tela grande — diz o executivo.

Campos, da Samsung, reforça que as vendas no mercado brasileiro vêm sendo impulsionadas pelas telas maiores nos últimos anos, sobretudo desde o início da pandemia:

— Há alguns anos os modelos acima de 65 polegadas são os com maior crescimento de venda. Nos últimos dois anos, os modelos acima de 75 polegadas vêm se destacando.

Na CES, não faltam opções de telas super grandes. A LG apresentou modelos de 83 e 97 polegadas para complementar a linha que já tinha tamanho de 55, 65 e 77. A Samsung apresentou versão de 85 polegadas.

*O repórter viajou à convite da Samsung

fonte:https://extra.globo.com/

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