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15/01/22

 

Thaila Ayala fala da emoção de pegar filho no colo após parto prematuro e diz que relação com Renato Góes mudou

ANNA LUIZA SANTIAGO

 

Renato Góes e Thaila Ayala com o filho, Francisco (Foto: Arquivo pessoal)Renato Góes e Thaila Ayala com o filho, Francisco (Foto: Arquivo pessoal)

Olha a felicidade de Thaila Ayala e Renato Góes com Francisco no colo, num registro exclusivo para a coluna. A atriz afirma que a chegada do filho, há pouco mais de um mês, “mudou absolutamente tudo” para o casal:

- Mas é muito louco porque acho que nossa maior transformação foi na minha segunda gestação. Na primeira, eu não sabia que estava grávida e sofri um aborto espontâneo. Na segunda, eu soube, e a gente comemorou, celebrou. Ali, quando eu perdi o bebê, porque foi uma gestação tubária, aconteceu a nossa maior transformação de união. A gente tinha uma relação antes disso e depois passamos a ter outra.

Francisco nasceu prematuro, pois a atriz teve síndrome de Hellp, um quadro obstétrico grave e raro. Por isso, tê-lo nos braços teve um significado ainda maior para ela:

- É difícil escolher um único momento mais emocionante com Francisco. Mas acho que foi nosso primeiro encontro, que não foi no parto, porque tive que fazer um procedimento mais delicado e não pude pegá-lo logo que ele nasceu. Então, nosso primeiro encontro foi no quarto. Quando ele veio para o meu colo, foi um momento muito único, muito especial.

Thaila, de 35 anos, vem compartilhando com seus seguidores nas redes sociais as dores e delícias da maternidade. Recentemente, a atriz fez um vídeo com um desabafo sobre julgamentos. Ela explica:

- Não houve um acontecimento específico para o meu desabafo. Aconteceram algumas coisas que chamaram a minha atenção para começar a observar mais esse compartamento. Depois que postei, várias outras mães comentaram que também sentem isso. E é um conta que não fecha na minha cabeça, porque muitas mães sabem como isso é horrível de se fazer, mas elas mesmas acabam julgando igual. Quando fui ao México, durante a gravidez, mandei mensagem para minha médica perguntando se poderia pular nos cenotes. Ela foi me orientando. Ou seja, tomei todos os cuidados. Quando eu postei uma foto pulando numa piscina, veio uma enxurrada de comentários falando para eu ter cuidado com a barriga porque estava grávida. Quando esses comentários vieram de pessoas próximas, eu conversei, expliquei que aquilo era invasivo e pedi que não voltasse a acontecer. De fato, não voltou. O meu vídeo foi mais no intuito de ajudar as mulheres que não conseguem dar esse limite, que acham difícil. E para alertar também aquelas que, mesmo sem perceber, acabam julgando. O fato de as mulheres serem tão julgadas faz com que falem menos sobre suas dificuldades. Quando isso acontece, estamos contribuindo para essa romantização da maternidade. Acho que estamos avançando ao mostrar que nem tudo são flores, mas, quando não damos espaço para as mães falarem das dificuldades, retardamos esse processo.

Thaila diz que, aos poucos, vai se adaptando à nova rotina:

- Eu já estou muito mais tranquila. Se comparar a Thaila da primeira semana com a de agora, é outro ser. Mas ainda não me considero a mais tranquila, não. Eu acordo muito durante a noite inteira, por exemplo. Fico olhando.

Durante a gestação, ela revelou que tinha medo do parto e que estava na expectativa para a amamentação. Agora, a atriz faz um balanço:

- Eu tive uma fase da gravidez com pânico de pensar em partos, qualquer um (risos). Mas, com a análise, entendi que o meu medo não vinha do parto, mas de ter um ser humano que dependeria de mim 100%. Ser mãe nunca foi um sonho da vida toda, foi uma vontade que surgiu aos poucos, com o tempo. E acho que muito disso vinha justamente do fato de pensar que teria alguém que dependeria de mim totalmente. Mas essa questão foi resolvida na análise antes mesmo do parto. Realmente, eu entendi que esse medo nem fazia sentido e que ele não era absolutamente nada diante do amor enorme que eu sinto, do novo sentido que a vida vai tomando desde a chegada do Francisco. Eu também tinha receio da amamentação, tanto que o único curso que fiz foi sobre isso durante a gravidez. E foi a escolha mais acertada. Fico muito feliz de conseguir amamentar.

 

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